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Brazil Australia – Estudar e Trabalhar na Austrália

O que Leva Alguém a se Dar Bem na Austrália

Australiano Feliz

Dicas

O que Leva Alguém a se Dar Bem na Austrália

“There’s no such thing as a free lunch.” ~ English Proverb

O primeiro provérbio inglês que se ouve ao estudar qualquer matéria sobre economia é “There’s no such thing as a free lunch.”. Basicamente, numa tradução não literal, significa que não existe nada de graça nesta vida. E não existe mesmo.

Na Austrália não é diferente, muito pelo contrário. De fato, para quem sai do Brasil a Austrália pode parecer o mais capitalista dos países. Não é; mas em comparação ao Brasil a Austrália pode parecer o jogo banco imobiliário e que bom que seja assim. Isso por que no Brasil vale a regra do jeitinho. Todo mundo quer dar um “jeitinho” de conseguir algo fazendo menos esforço, tendo menos dedicação e sem se sacrificar muito.

Em países onde o jeitinho impera também impera a corrupção. Como o economista Ricardo Amorim bem explicou: “…em uma economia onde o Estado é onipresente, com frequência é mais lucrativo ser amigo do rei do que acertar as decisões empresariais ou inovar. A partir daí, lucro vira pecado.”

Assim é o Brasil, por isso hoje no Brasil uma vaga de emprego público vale mais do que qualquer outro trabalho, pois apesar do sacrifício inicial para ser aprovado, na cabeça do brasileiro, este tipo de emprego ainda é sinônimo de não precisar trabalhar muito pelo resto da vida.

No Brasil acaba valendo mais quem você conhece do que o quanto você se esforça. É o país em que a classe média se endivida no cartão de crédito, mas tem uma emprega doméstica para fazer seu almoço e lavar sua roupa.

E por que estou dizendo isso? Por que na Austrália não é assim que a banda toca e quem chega aqui com esta cabeça geralmente é o primeiro a se meter em problemas ou em poucos meses está embarcando em um voo direto de volta para o Brasil.

Aqui na Austrália, por mais influente que eu seja na minha empresa, por mais poder de barganha que eu tenha, se você não apresentar um bom currículo, pouco valerá minha recomendação. Lembro do caso de um brasileiro aqui que era CEO de uma das maiores empresas do mundo aqui e quando um amigo foi pedir um emprego pra ele ele disse simplesmente: “Você pode mandar seu currículo, mas o máximo que eu posso fazer é reenviá-lo para o setor de RH.”

Aqui não importa se foi o CEO da empresa que indicou. A pessoa do RH que é responsável pelas contratações e se o currículo não for interessante ou houver um candidato melhor preparado, pode ter certeza que o máximo que você vai receber é um Sorry and Thank you!

Eu fico impressionado com o número de brasileiros que chegam aqui na Austrália, depois de passar anos no Brasil tendo o almoço feito e a roupa lavada pela empregada, achando que aqui vão encontrar algum muro pra se encostar, mas depois de um tempo, como muito bem disse um personagem do “Porta dos Fundos”, percebem que a vida não é a porra do seu Toddinho gelado.

E é ai que o joio é separado do trigo e você consegue ver quem vai acabar sendo bem sucedido em qualquer coisa que fizer aqui e quem não.

Pra ser bem sucedido na Austrália primeiro a pessoa precisa estar disposta a fazer diferente da maioria dos brasileiros que chegam aqui. Se você fizer o mesmo que a maioria inevitavelmente vai obter os mesmos resultados da maioria. Não adianta passar o horário das aulas bebendo no bar e depois achar que vai virar um grande advogado, engenheiro ou qualquer coisas que você faça.

Estudos

O brasileiro que é bem sucedido aqui começa primeiro levando os estudos a sério. A escola pra ele não é um lugar pra fazer amigos, arrumar namorada, dormir ou bater papo. É um local de estudo e durante as 5, 6 horas que ele passa ali por dia ele vai estar se dedicando ao máximo para aprender inglês. Ai, depois de 3 meses, enquanto a maioria dos seus amigos está falando o equivalente a “Nóis Vai, Nóis vem”, ele já está conseguindo se expressar e ser compreendido em inglês.

Ele não chega atrasado às aulas, não falta, presta atenção e faz até o homework. Em pouco tempo ele já está conseguindo empregos melhores onde o inglês é fundamental para conseguir a vaga, enquanto a maioria dos seus amigos estão reclamando da vida e ainda tentando conseguir algum contato que lhe indique alguma coisa.

Se Virar Sozinho

Pra mim este é o fator mais importante para ser bem sucedido na Austrália. Aprender a se virar sozinho. Lavar sua roupa, fazer sua comida, resolver seus problemas e ser dono do próprio nariz. Não que qualquer ajuda deva ser recusada, muito pelo contrário, qualquer ajuda é bem vinda, mas sempre reconhecendo qualquer ajuda como um favor imerecido e não como uma obrigação de quem lhe ajudou.

Um amigo que está estudando inglês me disse esta semana que a maioria dos estudantes brasileiros da escola que não estão trabalhando passam o dia inteiro depois das aulas no computador da escola no Facebook. O cara gasta uma grana para vir para a Austrália, precisa de emprego, está num país incrível e gasta as tardes fazendo algo que ele poderia fazer em Belford Roxo.

Pra mim é inacreditável. O cara pode ir aprender a surfar, pode ir procurar emprego, pode ir conhecer os museus gratuitos que tem pela cidade, pode ir caminhar pelas praias, ir nadar em uma piscina pública por apenas $5,00 dólares, pode ir curtir as milhares de coisas legais que a Austrália tem e ainda assim o cara gasta seu tempo pra fazer a mesma porcaria que ele fazia a tarde inteira no Brasil?

Quem não aprende a se virar sozinho aqui dificilmente engata a segunda marcha. Vai ser a pessoa que fica aqui 6 meses reclamando que a vida não lhe dá oportunidades enquanto um cara que nunca fez uma faculdade na vida consegue ser muito mais esperto, está trabalhando, estudando, paga todas as contas, junta dinheiro e em 2 anos está se matriculando em uma faculdade que está pelo menos 100 posições a frente da melhor faculdade no Brasil.

Um amigo que veio comigo sempre me diz que a Austrália foi a melhor coisa que aconteceu na vida dele, pois só depois de quase 30 anos de idade ele teve que aprender a se virar sozinho e não podia contar com ninguém. Isso foi um banho gelado de maturidade que segundo ele foi fundamental para que ele conseguisse atingir o que atingiu hoje.

Gratidão

Tem um provérbio Chinês que diz: “Depois de beber a água não esqueça de agradecer a fonte”.

A ingratidão é um problema, pois ela sempre vem acompanhada do egoísmo e de outras características prejudiciais. Lembro que nos meus primeiros meses aqui uma pessoa me deu uma ajuda e depois deu uma pisada na bola grande comigo. Fiz questão de demonstrar minha frustração com a atitude, mas ao mesmo tempo sempre demonstrei minha gratidão pelo favor. Uma coisa não invalida outra.

Além disso sempre fui ajudado de diversas maneiras aqui por um número grande de pessoas. Como minha cunhada que me hospedou no meu primeiro mês aqui na sua casa, pelo Josh, um australiano que hoje vejo uma vez por ano (se muito), mas que antes de eu vir para a Austrália ofereceu sua casa para eu e um amigo ficarmos, pelo Sérgio, um amigo que me foi importante em momentos decisivos aqui, ao Sandro que não só nos deu um tratamento 5 estrelas na Austrália sem nos conhecer antes e se tornou um grande amigo, como nos apresentou para nossos primeiros amigos aqui. Ao Andrew, um neo-zelandês que conheci na igreja que saiu do seu trabalho no meio da tarde e contactou dezenas de pessoas para me ajudar com algo importante que eu precisava e que foi fundamental para mim. Ao meu ex-chefe que após a empresa quebrar me manteve trabalhando com salário até eu arrumar outro emprego por saber que eu precisava do visto de trabalho. Ao meu agente de imigração que cuidou de todo meu processo com cuidado. Ao Garbor que alugou meu primeiro apartamento na confiança uma vez que eu não tinha quase nenhuma garantia a oferecer, a dezenas de amigos ou simplesmente conhecidos que se dispuseram de seu tempo, dinheiro, trabalho ou qualquer coisa para me ajudar de qualquer maneira aqui e que se eu fosse falar todos gastaria 10 páginas. E principalmente a minha esposa e a Deus.

O que quero dizer com isso é que todas as coisas boas que me aconteceram aqui não aconteceram ao acaso. Muitas pessoas se sacrificaram para meu bem aqui e da mesma forma muitas outras pessoas recebem a mesma ajuda todos os dias, mas agem quase como se fosse obrigação, nunca reconhecendo ou valorizando o apoio que recebem ou receberam, e estes, independentemente do rumo que suas vidas seguirem, vão acabar se dando mal.

Não Se Aproveitar dos Outros

Uma vez um ex-chefe me contactou perguntando se eu poderia fazer um site para o novo negócio que ele estava montando. Como ele já tinha me ajudado antes ofereci-me para fazer o site de graça ao que ele me respondeu: “Obrigado, mas se você for fazer de graça prefiro então que você me indique alguém que faça por um bom preço.”

Morando aqui eu consigo entender a mentalidade dele perfeitamente. Para ele o que eu estava fazendo era um serviço e se eu estava deixando de ir para a praia, ver teve ou ficar com minha família para fazer este trabalho eu merecia ser recompensado por isso.

Esta é a cabeça de quem trabalha e faz negócios aqui. Não é uma mentalidade exploratória. No Brasil muito provavelmente a pessoa daria um sorriso e me entupiria de trabalho e ainda reclamaria. Aqui negócios são negócios e todo trabalho é valorizado.

Todo Trabalho é Valorizado

Aqui trabalho é trabalho. Lembro que em uma das empresas que trabalhei vinha todo mês um senhor de uns 65 anos repor as máquinas de refrigerantes e salgadinhos. Todo dia ele descia do seu carro carregando caixas e mais caixas e repondo um a um os produtos das máquinas. O único detalhe é que o carro que ele usava para fazer isso era um Rolls Royce.

Aqui, como estava conversando com um amigo hoje, ninguém está nem ai para o tipo de trabalho se este trabalho for honesto e der dinheiro. Aqui o cara pode até olhar torto pro motorista de caminhão, mas pode ter certeza que tem grandes chances do motorista de caminhão estar comendo em restaurantes onde o gerente do banco só vai uma vez por ano.

Sempre conto aqui a história que vivi quando fui aplicar para uma vaga de caixa de supermercado no meu primeiro mês aqui. Fiz o processo seletivo no Woolworths, uma das maiores redes de supermercado da Austrália. Lá conheci um indiano que estava aplicando para a vaga de repositor, basicamente aqueles caras que passam a madrugada no supermercado repondo as prateleiras. Conversa vai conversa vem e ele me disse que este era um trabalho extra que ele estaria fazendo, pois era gerente na área de finanças em uma das maiores empresas de investimento de Sydney.

Pensei comigo: “Que indiano mentiroso. Jamais um gerente do mercado financeiro vai trabalhar de repositor de supermercado a noite”. Ele pegou a vaga e coincidentemente foi trabalhar justo na unidade do Woolworths ao lado da minha casa, então, toda noite que passava lá pra comprar algo encontrava com ele e pensava na mentira que ele havia contato para aparecer.

Um dia, andando pela city, passando em frente a um grande banco, quem eu vejo descendo de terno e gravata conversando com colegas de trabalho. Ele mesmo, o indiano do supermercado. O cara era mesmo gerente financeiro

Hoje mesmo, enquanto jantava com um amigo em um restaurante tailandês em Manly, um senhor de uns 70 anos começou a puxar papo comigo em um português todo quebrado. Logo percebi que era um australiano que sabia falar português. Durante a conversa ele me contou que morou no Brasil dos 7 aos 11 anos e depois voltou para lá perto dos 40 anos como diretor da Pricewaterhousecoopers, uma das maiores empresas de contabilidade do mundo. Hoje ele já está aposentado do cargo de diretor e ganha a vida dirigindo ônibus transportando passageiros do aeroporto até suas casas.

Ou seja, coloque na sua cabeça que aqui qualquer trabalho é trabalho. Teria milhares de histórias para contar como estas, mas isso serve apenas para você entender que não deve ficar com frescura do que fazer. Não digo que deva aceitar qualquer trabalho, mas todo emprego digno, honesto, onde você é respeitado e tratado com educação deve ser considerado.

(UPDATE) Como comentou uma amiga minha no Facebook há também aqueles que escolhem outros tipos de trabalho por opção. Eu conheci um cara que era gerente de contas em uma empresa aqui, ganhava super bem e largou tudo para virar professor de Paddle Surf. Ele nos primeiros anos não ganhava nem um terço do seu salário anterior, mas segundo ele tinha uma vida muito melhor, mais saudável e gastava menos e ainda por cima acreditava que em poucos anos estaria tirando um salário tão bom quanto. Também tenho amigos aqui que possuem empregos que são geralmente menos valorizados no Brasil, mas ganham mais e se estressam muito menos, que muito gerente de banco aqui. Uma amiga conta que quando foi comprar um carro recentemente teve que levar seu payslip (holerite) como babá e o gerente da concessionária ficou assustado ao saber que ela ganhava como babá muito mais que ele como gerente. Aqui muitas pessoas escolhem trabalhar naquilo que os faz feliz.

Então Valorize o Seu Trabalho

Trate seu trabalho com respeito. Alguém está ralando para pagar seu salário para você estar ali. Você tem um custo para a empresa e por isso você tem que se mostrar disposto a dar o seu melhor.

Quando ainda estava no Brasil conheci um cara que veio de uma família muito rica, mas mesmo assim começou bem por baixo, como assistente comercial na área de internet e mídias digitais em empresa bastante conhecida. Ganhava 300 reais por mês sem vale refeição ou transporte. Nos falávamos quase toda semana por causa do trabalho e eu ficava incrivelmente impressionado o quão dedicado e eficiente ele era.

Depois de alguns meses já na Austrália, quase 6 anos depois dele começar nesta empresa voltei a contactá-lo e ele já assinava como diretor comercial. Mais dois anos se passaram e ele era CEO. Mais um ano e ele tinha sido contratado como diretor de uma multinacional e há cerca de 6 meses vi no seu Facebook que ele tinha se tornado diretor de uma das maiores empresas de internet do mundo, uma que você provavelmente usa todos dias…  Isso tudo com pouco mais de 30 anos de idade.

Contudo se você me perguntar se eu sabia que ele teria este sucesso profissional eu digo que sim. Eu mesmo, há alguns anos, quando trabalhei em uma grande empresa nos EUA e precisávamos de um diretor comercial no Brasil tentei contratá-lo, mas ele estava muito bem onde estava.

Aqui na Austrália tem uma frase que diz: “Good deeds don’t go unnoticed” ou seja, Boas ações não passam despercebidas. O mesmo é válido para quem realiza um bom trabalho. Jamais um profissional assim passa despercebido.

Ajudar os Outros

Lembra da questão da gratidão? Uma das maneiras de expressar é fazendo pelos outros aquilo que foi feito por você um dia. De pequenas ajudas até as maiores, lembre sempre de agradecer e ajudar também.

Fazendo isso, não precisa ter medo, pois em qualquer lugar do mundo, em qualquer coisa que faça, você será bem sucedido.

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20 Comments

20 Comments

  1. felipe do carmo

    September 24, 2013 at 7:18 am

    Jerry, excelente post assim como vários! Parabéns pelo empenho nas atualizações. =)

    Não posso deixar de te agradecer também, seu blog em 2008/09 foi de uma influencia muito forte para eu ter ido para a Austrália, e hoje colho os frutos de ter tomado essa decisão.

    Mesmo apos ter voltado pro Brasil continuo acompanhando, muito obrigado pelos posts. =)

  2. Luisa

    September 24, 2013 at 9:40 am

    Muito lindo o post Jerry. Na verdade essas dicas são para ter sucesso em qualquer lugar. Acho que comentei em algum lugar no blog que as vezes pedimos tanto a Deus uma benção ou até mesmo um milagre e quando recebemos aquilo que pedimos precisamos passar a bola…ser um milagre para alguém…em forma de gratidão pelo milagre recebido.

  3. Juliano

    September 24, 2013 at 3:06 pm

    Cara, eu vou para a austrália em poucos meses com o intuito de estudar inglês pra obter fluência na lingua e trabalhar,
    e ainda não decidi para qual cidade ir.
    isso porque eu estava praticamente Certo por BRISBANE,
    justamente pelo que ouvi sobre oportunidades de emprego e outros fatores que permitem uma “adaptação” melhor e mais fácil na Austrália, já que eu ainda não falo inglês.

    Só que, a mais ou menos, umas duas semanas eu descobri seu site e vi todas as maravilhas que você fala sobre sydney e como o meu maior medo era ser “engolido” pela cidade, agora estou pensando seriamente em ir diretamente para ai, já que é o lugar que mais tenho vontade de ir…
    Pelo que você fala, a cidade de sydney tem tantas oportunidades quanto brisbane..
    fico com medo apenas do custo de vida… sei que vou ter que ralar e tal, mas isso não é novidade pra mim, desde meus 18 anos penso em morar fora do brasil e somento hoje com 25 anos consegui juntar dinheiro suficiente para realizar esse sonho… não colocaria tudo a perder por falta de empenho ou algo do tipo. Por isso queria saber de você se sydney é igual, ou pelo menos parecida com brisbane na questão de custo de vida e oportunidades de emprego para pessoas que não falam inglês.

    desde já agradeço,
    e continue escrevendo

    abraço

  4. Artur

    September 24, 2013 at 3:55 pm

    Só uma correção: a Austrália figura no top 5 dos países com mais liberdade econômica, o que significa que ela é sim um dos mais capitalistas, pois suas instituições observam muito os princípio de uma economia de mercado eficiente. Mas isso não é ruim, só commies vem nesse termo algo de pejorativo.

    • Jerry

      September 24, 2013 at 5:04 pm

      Oi Arthur

      Obrigado pelo comentário.

      Acabei não explicando direito a questão do capitalismo. Acho a Austrália super capitalista e acho ótimo que seja assim, só quis dizer que ela não é o país mais capitalista do mundo. Eu morei nos EUA e lá sim se vê um capitalismo muito mais forte e organizado que aqui. Além disso a política social australiana faz com que o capitalismo aqui não seja tão forte.

      Abraços

  5. Turquezza

    September 24, 2013 at 4:58 pm

    Espetacular sua postagem, penso assim também.
    Honestidade, trabalho, gratidão ……….
    Assim vamos longe!
    Mais uma lição de vida, obrigada.

  6. Marcus

    September 24, 2013 at 7:09 pm

    Olá!
    Parabéns pela sua postagem! Achei o que escreveu muito sincero e muito útil para pessoas como eu que têm a intenção de fazer o que fez, de ir a outro país para tentar melhorar sua qualidade de vida! Vou para a Austrália em Novembro, em específico para Perth, e graça a Deus tenho a sorte de ter duas primas que me orientaram desde o início da minha “empreitada”. Gostaria de lhe parabenizar em especial pelo o que disse sobre a dignidade de ter um emprego, mesmo que informal. Às vezes nos acomodamos em nossos empregos (como é o meu caso) e temos medo da mudança, não á verdade?
    Que pena que estarei longe de vocês! Gostaria de visitar a sua comunidade, quem sabe um dia 🙂
    Abraços

  7. Thiago Santos

    September 24, 2013 at 7:12 pm

    Outro bost bacana Jerry,

    Vou ter que discordar de alguns fatores e concordar muito com outros.

    Aqui não existe o jeitinho brasileiro, mas existe o jeitinho aussie.
    QI (Quem Indica) aqui vale mais do que um bom curriculum em muitos lugares, Desde um emprego de cleaner até a um emprego de gerente.

    Conheço muitas pessoas, inclusive na empresa onde trabalho que foram contratadas apenas pelo QI. Pessoas sem formação, sem experiencia, mas que acabaram entrando na empresa por que alguem do RH perguntou se essa pessoa conhecia alguem para a vaga, mesmo que não tivesse experiencia.

    E nisso inclui-se nepotismo… Um amigo meu trabalha em uma multinacional onde no mesmo andar estão 2 irmãs e 2 casais, onde um trouxe o partner e vice versa.

    Essa história de que o curriculum é muito bem avaliada independente de onde voce vem tambem não conta muito. Uma amiga minha que trabalha em RH disse que o gerente dela chegou dizendo uma vez para cortar todos os candidadtos da India e do Paquistão, independente de qualquer coisa. Outra amiga minha escutou de um gerente reclamando que um aplicante sul coreano não tinha mudado o nome dele no CV. Ele disse que se o cnadidato não tinha um nome “pronunciavel” o ingles dele seria pessimo. Detalhe que o candidato colocou duas linhas abaixo do nome que poderia ser chamado de Jim. Mesmo assim, o gerente não considerou.

    Pra muitos australianos o que vale tambem é experiencia na Australia. Eles preferem muitasvezes contratar um australiano de 19 anos sem experiencia que acabou de sair do TAFE do que uma pessoa da indonesia com 5 anos de experienca, mas que nnunca trabalhou na australia.

    O QI tambem funciona nos trabalhos de estudantes como cleaner e waiter… E existe uma “cobrança de rendimento” esperada por uma recomendação. Quando eu trabalhava de kitchenhand, meu ex-chefe perguntou pra mim e para um colombiano se eles conheciam alguem para indicar, ja que um dos funcion arios estava saindo em alguns dias. O colombiano indicou um amigo que começou a trabalhar na semana seguinte. Esse amigo começou a chegar atrsado alguns dias, depois faltou sem avisar e depois de um tempo simplesmente não apareceu mais. O meu ex-chefe perguntou o que tinha acontecido com o amigo dele e ele nao sabia também. Ele tentou entrar em contato mas o amigo não respondia. Um belo dia o meu ex-chefe perguntou pela terceira ou quarta vez onde estava o amigo dele. O colocmbiano continuava sem saber e entao o meu ex-chefe falou. Bom, se voce recomenda uma pessoa para trabalhar desse tipo nao o quero mais aqui. Nao gosto desse tipo de pessoa que me deia na mao. POde pegar suas coisas e ir embora.

    Esse é um problema que muitas vezes faz vc pensar 2, 3, 4, 5 vezes antes de indicar alguém. Australianos te colocam automaticamente como co-responsavel pelas açõs de suas indicações. Nao acontece em todos os lugares, mas nunca se sabe as espectativas deles.

    Talvez por isso muitos brasileiros não se ajudam. Ficamos muitas vezes com o pé atras para indicar alguém que não conhecemos muito bem. Outras nacionalidades são totalmente diferntes e elas ajudam-se. Gregos, indianos e sul africanos são exemplos.

    Um dos meus colegas de trabalho diz que prefere trabalhar com pessoas da africa do sul pois sabem como eles pensam. Ele mesmo disse que prefere contratar um sul africano sem experiencia do que um suiço por exemplo. Ele disse que pode ensinar o sul africano a fazer as coisas do jeito que ele quer ao inves de contratar alguem que pensa diferente e ja tem a maneira ou vicio em alguma coisa.

    Dito isso, acabo discordando sobre o jeito de que na australia não vai ter um jeitinho de conseguir algo como no Brasil. Tem sim, se voce souber como as coisas funcionam aqui também tem jeitinho.

    Na parte de gratidão, devoção, dedicação e ajudar uns aos outros eu assino embaixo 🙂 !!!

    Infelizmente acontece de muitas pessoas das quais vc ajudou, após conseguirem o que qeuriam nunca mais contactar vc. Desanima, mas não deve ser levado muito em consideração e fazer com que vc pare de ajudar as pessoas.
    Agradecer as pessoas que te ajudaram e se dispor para ajuda-las é algo que todos deveriam fazer.

    Também concordo com pessoas que perdem tempo fazendoo coisas que poderiam estar fazendo no Brasil. É preciso ponderar també a idade e os objetivos de cada um. Se a pessoas quer passar uma temporada apenas por aqui, 6 meses por exemplo e é um tennager, não vejo problema em curtir a vida. Mas se a pessoa esta na casa dos 20 e muitos anos, quer aprimorar o ingles, esta almejando uma emprego na area por aqui… A diversão vai ter que ficar em segundo ou terceiro plano.

    Aqui um salario de assitente administrativo pode ser AUD$30 mil/ano. Equanto um cleaner full time pode ghanar AUD$45 mil ano.

    • Vanessa

      September 25, 2013 at 4:37 pm

      Sempre que leio os posts do Jerry fico bem esperançosa, feliz, com a vontade de ir pra Austrália maior do que nunca! Mas isso só dura até que eu venha para cá e veja os teus comentários. Eles são um balde de água fria. 🙁 Hahahaha. Mas não estou reclamando, ta? É sempre bom ler eles também! Tu tem algum blog?

      • Thiago Santos

        September 26, 2013 at 4:38 pm

        Ola Vanessa,

        Eu acho que as pessoas devem seim vir para a Australia ou ir para outro pais. A experiencia internacional é extremamente valida e amplia muito os horizontes. Mas, é preciso ter mo pé no chão e não achar que tudo é maravilhoso. Escutamos muito falar bem da Australia, das maravilhas das coisas boas, mas muito pouco se fala dos problemas e dificuldades e quando se fala sobre isso, parece uma gota em um oceano de felicidade. Eu só tento mostrar um pouco o outro lado da moeda.
        Sonhar sim, mas com os dois pés no chão 🙂 !!!
        Não tenho blog não, mas quem sabe não crio um mais pra frente 🙂 !!!

    • Jerry

      September 25, 2013 at 5:22 pm

      Olá Thiago

      Concordo em partes.

      Acho que em relação a trabalhos como cleaner, entregador, etc, a recomendação sempre é importante por dois motivos, primeiro que o dono do estabelecimento não precisa gastar com anúncio, perder tempo procurando, etc. Depois que não tem nenhum australiano trabalhando nesta área, então muitos dos empregos vem por indicação, apesar de que muitos vem também pela entrega de currículo.

      Já para trabalhos em áreas como TI, Direito, administração, etc, no geral, baseado na minha experiência aqui, a indicação não tem este peso todo. Nenhuma empresa vai pagar 100 mil dólares por ano por que a pessoa foi indicada. Aqui existe um enorme mercado de recrutamento que chega a ganhar até 15 mil dólares por candidato aprovado justamente por que a empresa quer ter certeza de estar contratando alguém capacitado.

      Uma amiga minha conseguiu uma indicação e pegou um excelente emprego aqui, mas não dá pra dizer que a indicação lhe deu o emprego, mas sim que ela tem 2 MBAs, 1 Pós, mais de 12 anos de experiência, 2 faculdades e está fazendo a terceira. Ou seja, é uma pessoa extremamente capacitada, muito mais que qualquer outro candidato que acabou sendo indicada para uma vaga por um amigo.

      A indicação também ajuda quando a empresa quer contratar alguém pagando menos que a média do mercado, só recebe bombas para entrevistar e ai alguém indica alguém que acaba vindo a ser um pouco mais capacitado, mas jamais uma grande ou média empresa vai contratar alguém baseado apenas na indicação. Eu já peguei empregos aqui em que tive que fazer 7 entrevistas para o mesmo emprego até ser contratado.

      Quanto a questão do indiano e pasquitanês, existe 2 lados desta moeda. Sim, existe um preconceito das empresas contra pessoas destas culturas. Por outro lado, quem já trabalhou com pessoas desta cultura aqui sabe que uma grande parte não é formada por trabalhadores tão dedicados e educados, principalmente se tratando de pessoas do sexo masculino.

      Quando cheguei aqui em 2006 o processo seletivo para empresas tinha se tornado muito mais rígido. Quando perguntei o porquê, me disseram que antes as empresas estavam contratando pessoas baseadas no currículo mais que nas entrevistas, principalmente estrangeiros da índia, paquistão, etc e quando eles começavam a trabalhar se mostravam muito menos eficientes e a empresa tinha que começar o processo novamente.

      Na minha penúltima empresa só havia indianos na área de contabilidade. Os dois por sinal muito bons e dedicados, mas é fato que a maioria dos indianos com melhores qualificações e mais eficientes tem buscado primeiro os EUA e Canadá.

      Eu já tive diversas vezes que trabalhar com indianos outsourced da Índia e todas as vezes foi um pesadelo, só ficavam enrolando e nunca entregavam nada. Prometiam, prometiam e não entregavam. Isso tem se tornado cada vez mais comum.

      http://www.smh.com.au/digital-life/digital-life-news/i-outsourced-my-everyday-drudgery–and-it-was-a-disaster-20130823-2sfj9.html

      Agora, isso volta ao meu primeiro ponto, que quem é competente e dedicado, independente da nacionalidade vai conseguir emprego. Para o indiano e paquistanes comum, que fez a faculdade e está entrando agora no mercado de trabalho ou nunca atingiu nada especial, realmente ainda há esta barreira, mas para quem é excelente no que faz sempre terão oportunidades, por que no final das contas a empresa quer gente capacitada trabalhando com eles.

      Pessoalmente tive meus choques culturais trabalhando não apenas com indianos, mas pessoas de outras culturas que muitas vezes achei trabalharem num sistema ainda baseado no que eles tem em seus países, porém nunca tive problemas com australianos, americanos, alemães, etc. Acho que a cultura brasileira está mais adaptada a esta culturas.

      Porém muitas empresas aqui tem problemas com brasileiros também na questão do horário.

      VAleu

      Abraços

      • Thiago Santos

        September 26, 2013 at 6:19 pm

        Fala Jerry,

        Nos trabalhos de hospitality eu entendo e concordo que pequenos estabelecimentos não queiram gastar com advertising para contratar mao de obra. É muito mais facil perguntar no boca a boca internamente e conseguir algujém por indicação. O que eu acho errado (ou equivocado demais), é colocar nas costas da pessoa que indicou alguém parte ou total responsabilidade pela pessoa que esta sendo contratada. Se essa pessoa for boa, o maximo que o empregador fará é dar um tapinha nas costas e agradecer pela indicação… Se for o contrario, ele pode perder a cabeça também ! Injustiça seria a palavra mais proxima pra descrever essa situação.

        Eu também achava que para trabalhos em escritórios, principalmente de grandes empresas o QI não fosse tão importante. Achava que um bom curriculum e uma boa performance na entrevista fossem muito mais importante do que ser amigo do filho do CEO.

        Até eu entrar em uma multinacional e ver que o QI, infelizmente, decide uma vaga. Não necessáriamente para salarios acima dos 100 mil, para vagas de especialistas. Essas sem duvidas vão precisar de alguém capacitado. Não adianta a pessoa ser pintor e querer pegar uma vaga para engenheiro civil. Ou ser formado em administração e querer entar em uma vaga para desenvolvedor PHP. A indicação ocorre para profissões que não precisam de extrema experiência, onde salarios ficam na faixa dos 20-60 mil. Em pequenas, médias e grandes empresas.

        E entrando novamente na questão da ajuda, exsitem muitos brasileiros que não querem ou não fazem o minimo espforço para ajudar outros brasileiros. Na época que eu era estudante e procurava desesperadamente por uma vaga na minha área, pouco sabia de pessoas que estavam trabalhando por aqui na area de TI. As que eu conhecia sempre diziam que não sabiam sobre vagas nas empresas onde trabalhavam e nunca me pediram o CV para entregar no RH deles.
        Alguns anos se passaram, consegui um emprego na área e ‘guess what’ ? Na minha conta do Linkedin ja recebi alguns contatos de pessoas as quais eu nem sabia que trabalhavam com TI anteriormente, perguntando se eu poderia colocar o CV da pessoa no meu RH. Eh, o mundo da voltas !

        Falando um pouco sobre discriminação e preconceito, por mais que tentemos não rotular ou generalizar, acabamos nos deparando com situações que torna quase impossivel não faze-las.

        Gostei do artigo que voce passou acima. Tasks Every Day – Mais um excelente exemplo de como rotular os indianos. Não acredito que o escritor teve coragem de contratar um assistente pessoal em Mumbai que teria acesso a todos os dados dele. Ele pagou 10 dolares a hora e esperava um serviço com a mesma qualidade de uma que cobra 3 vezes mais na Australia. Ele é um fanfarrão mesmo :).

        Bom, você tambem deve saber que ele não é o unico fazendo outsourcing. O numero de empresas fazendo isso cresce a cada dia. Ja escutei cada historia dessas “pegadinhas” que fica dificil de acreditar. Fiz um curso uma vez onde a instrutora foi contratada para retornar um call center da India para a Australia (Sim, eles conseguiram um preço muito mais barato na India e decidiram mandar tudo pra la). Como o serviço não foi o esperado e clientes começaram a reclamar, “descobriram” que era melhor mante-lo na Australia. A instrutora estava toda feliz, ja que a transferencia seria simples pois a empresa ja tinha a estrutura pronta na Australia. Quanta ingenuidade… O contrato assinado com a empresa indiana dava total e restrito acesso aos sistemas da empresa por 5 anos(duração do contrato), incluindo a base de dados da empresa. Legal né ? Que maravilha de contrato que eles assinaram. Classico erro, olham os numeros mas não olham os asteriscos.
        Resultado. A transferencia virou uma implementação. A base de dados teve que ser transferida na base do garimpo e ainda não foi possivel recuperar todos os dados. Dor de cabeça gigantesca !

        Outro bom artigo é esse: http://www.news.com.au/business/worklife/is-your-nationality-holding-you-back-at-work/story-e6frfm9r-1226711326501

        Comenta sobre como é dificil para algumas nacionalidades conseuirem subir de carreira na Australia. Preconceito ? Discriminação ? Nada disso, segundo o artigo é apenas “diferença cultural” ou background diferente. A ultima linha é otima também : “The Business Council of Australia declined to comment on the issue”.
        Vão comentar o que sobre uma coisa que é tão descarada e ja faz parte do dia a dia ?

        Eu tive e tenho muita sorte com indianos e paquistaneses. Independente da cultura, trabalhei e trabalho com alguns e muitos deles são hard workers. Com alguns até tenho liberdade pra fazer uma piada aqui ou ali e aceitar as deles também. Temos menos asiaticos aqui do que voces na costa leste, mas em geral não tive problemas muito grande culturais com eles não. De qualquer forma os Japoneses em geral são mais “mente aberta” do que os sul coreanos e chineses por exemplo.

        Temos assunto pra ficar horas discutindo e colocando nossas experiências na mesa. Quem sabe não nos encontremo um dia pra tomar um café 🙂 ?!

        Abraço,

        Voltando ao ponto da dedicação, é onde concordamos mais. É preciso ser persistente, continuar acreditando e o mais importante trabalhando e correndo atras do que se deseja.

        • Denise

          September 27, 2013 at 12:24 am

          Eu ainda não me decidi se concordo com o Jerry ou com o Thiago… rs No início eu também achava que aqui na Austrália não havia essa de QI, mas já vi mais de uma vez ele sendo usado. Aqui no meu escritório mesmo a menina que faz internship é filha de um amigo do sócio, e coincidência ou não já recebeu uma proposta de emprego part-time. E tenho mais vários outros exemplos de casos parecidos, ou que presenciei ou que ouvi falar.

          Também já passei pelo outro lado, que o Jerry descreveu, de mesmo sendo recomendada a uma vaga num escritório de advocacia por um advogado sênior que trabalhava lá, não fui sequer chamada pra entrevista.

          Também concordo com o Jerry que o merecimento também tem um peso forte, mas sei lá, eu via isso no Brasil também, pelo menos nos lugares que trabalhei… É, estou indecisa… haha É que a cada dia que passa acho que no ramo profissional (digo os trabalhos administrativos ou de nível superior, talvez os de cleaner e hospitality sejam diferentes pela conotação mais casual) as coisas se parecem muito com o que eu vivenciei nos 10 anos que trabalhei no Brasil.

          No fundo eu acho que não dá muito pra generalizar, a Austrália abriga tantas culturas diferentes que todo mundo vai ter uma história diferente pra contar… Eu mesma fico sem saber se a minha experiência é diferente pois trabalho num escritório que é na verdade americano e os sócios são americanos e não australianos. Se bem que meu marido trabalha num escritório australianos e também coleciona histórias de favorecimento…

  8. Rodrigo

    September 24, 2013 at 9:25 pm

    Maravilha de matéria, parabéns!

    Estou com 38 anos e largando tudo de bom que tenho (inclusive a porra do todinho gelado) para começar tudo do zero na AUS, só vou levar comigo, minhas formações, experiencias e disposição, vou me ferrar muito, mas tudo bem, a casca é grossa. Já fiz isso.

    Vivo todo dia o oposto da cultura da AUS, por mais que eu faça, nada agrada, tudo não é o bastante, por mais retorno que eu traga a empresa nunca é o suficiente, por mais horas extras que eu faça de graça sempre é o minimo, por mais problemas que eu resolva em tempo recorde, o reconhecimento é zero, sou apenas requerido o tempo todo, e que faça isso rápido, por mais complicado que seja, varias funções que não são minhas, mas mesmo assim vou lá e as faço melhor q o responsavel,(sabe a historia de onde saber dar a martelada http://www.empreendermais.com.br/2011/06/o-importante-e-saber-onde-dar-martelada.html), e por ai vai..

    E o medo de ser assaltado e morto, acordar com rajadas de metralhadoras, tiros de varios calibres, UPP? é só para inglês ver, medo de sofrer um acidente vindo de qualquer direção, vejo isso a todo momento, sangue no asfalto se tornou algo banal e corriqueiro, pessoas mentem cada vez mais, mulheres tentam imitar as novelas com seus golpes, fofocas intrigas… amigos e família te cobrando para casar e ter filhos.. haha nesse pais? As pessoas já perderam totalmente as referencias básicas do que é a qualidade de vida. Esta um nojo trabalhar e viver aqui, jamais colocaria uma criança nesse pais cão. A grana q tenho é pouca mas é minha, suada, me deu a oportunidade de me salvar, pq se depender do resto (conhecimento tácito) nada me segura.

    E vou te falar… tem “neguinho” ai da AUS brasileiro com visto permanente, vindo trabalhar no esquema do jeitinho aqui no Rio,(largo tudo ai, imagina a grana q não é) sabe aquele esquema da indicação… então, só não posso citar nomes e lugares pq talvez vc (Jarry)conheça é teu vizinho ai rss.

    Desculpe o desabafo,(duvido q alguem leu tudo), deve ser a anciedade de entrar no aviao daqui uns dias e não olhar para traz. Esse blog tb serve para a catarse rss

    Sds

  9. luiz guilherme nizar

    September 25, 2013 at 9:28 am

    Jerry bom dia,

    excelentes apontamentos, gostaria de manter contato para podermos conversar, pois tenho intenção de ir estudar procurar trabalho e efetivamente trabalhar na australia.

    Tenho 27 anos, recém advogado. Inicialmente, não almejo meus primeiros trabalhos na area juridica, eis que é quase impossivel.

    Como ja morei durante 1 ano na NZ trabalhando como labourer, meus planos iniciais é chegar, ir as aulas assiduamente, encontrar trabalho, preferencialmente como labourer… e continuar estudando, trabalhando com seriedade, melhorando minha qualificação, e continuando na Australia.

    Muito obrigado pela atenção, e parabéns pelo seu trabalho.

    No aguardo para contatos.

  10. Marcos

    September 26, 2013 at 2:49 pm

    Muito bom debate, senhores.

  11. Camila

    October 2, 2013 at 2:57 am

    Olá, é a primeira vez que entro no seu site e gostei muito de ler o debate. Deixo aqui meus pitacos:
    – QI faz a diferença, sim, mas deve vir junto com a EXPERIÊNCIA. Não adianta ser amigo do papa mas nunca ter trabalhado no ramo. Desde que eu cheguei aqui, minha ideia era trabalhar com turismo. Eu conhecia gente na área e consegui indicações ‘quentes’ através de amigos – não deram em nada. Tive que baixar a cabeça, estudar e quando vi, a sorte mudou: hoje sou eu que indico pessoas para a minha empresa. Nós inclusive ganhamos um bônus bem generoso se o nosso QIndicado passa do contrato de 6 meses. Vale lembrar que essa é apenas a porta de entrada, após a indicação o camarada tem que passar por, no mínimo três rodadas de entrevistas e um mês de treinamento (onde é solicitado a passar por testes para que seja aprovado e permaneça no emprego).
    – O que vale, vale mesmo acima de tudo isso para mim é a atitude. Quem tem força de vontade, acredita em si, vê os problemas como oportunidades de procurar soluções, consegue. Isso não tem nada de cabalístico ou religioso, é pura constatação ao observar as pessoas bem-sucedidas. É só prestar atenção nas pessoas que lideram esse mundo: a auto-confiança e o olho no objetivo são o que eles têm de mais valioso.

  12. Anna Carolina

    October 5, 2013 at 1:47 am

    Oi Jerry,
    Tudo bem ?
    Otimo post, obrigada!
    Chego em Sydney e dezembro com meu PR et vou procurar emprego em Web (project manager/Digital producer), tendo experiencia no brasil e na França.
    Mas diz ai, agora fiquei curiosa:
    O que vc quis dizer com “Porém muitas empresas aqui tem problemas com brasileiros também na questão do horário.” ?

    To perguntando pq isso é uma coisa onde sei que terei que me esforçar: no brasil e na frança, culturas latinas, sao bem tranquilos em relaçao a horario (quer dizer, nao tem problema chegar mais tarde, MAS trabalhamos até tarde). Eu nao sou muito pontual entao terei que me disciplinar pra chegar na hora pois sei que ai sao muito pontuais. Eh disso que vc ta falando ?

    Obrigada!

  13. Erivelton "ToN e Leeh"

    November 20, 2013 at 9:11 pm

    Ae Jerry, este foi a melhor postagem que li ate o momento…
    Suas palavras mostra clareza quanto a vida na Australia, parabens Jerry

    Sua postagem me trouxe ainda mais gana por logo estar deste lado do mundo, batalhando

    abraçãoo

  14. Jeyson Seiji

    April 23, 2014 at 6:15 pm

    Cara Obrigado!

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