Mais um dia em Sydney – Austrália.
Depois de tentar de tudo venho aqui mendigar um convite pro Joost. Já tentei de tudo, mas ainda não consegui ver esta nova maravilha da internet que pelo que parece vai passar de longe o YouTUBE.
Bom, há quem possa pensar que gostaria de um convite pro Joost por pura vaidade, mas não, a TV aqui da Austrália é muito ruim, são poucos os programas que se salvam e tem poucos canais.
Na minha campanha para conseguir um convite pro Joost, colocarei o link para o site ou blog do feliz cidadão que me ceder um convite aqui no blog, colocarei meu e-mail na lateral para quem quiser me contactar (e me enviar o convite pro Joost) e a partir de hoje colocarei um vídeo por dia sobre algum programa da TV Australiana. Começarei com os bons, que são os que eu assisto.
Pra terminar, assim que conseguir meu convite colocarei aqui no blog um tutorial sobre como aplicar pro Skilled Visa.
Sei, parece chantagem né, mas não é. Assim que entrar no Joost começo a colocar lá canais da TV Australiana on-line.
O Joost é uma espécie de e-mule on-demand de TV…ou seja, você assiste o que voc6e quiser de tvs, programas, filmes, séries e muito mais, do mundo inteiro a hora que quiser, sem precisar esperar pelo download, etc. É só se conectar, escolher o programa e assistir. Além disso tem programas ao vivo, como campeonatos esportivos, eventos, etc.
Pra quem quiser saber mais sobre o Joost ou ainda não ouviu falar acesse o site:
Aguardo meu convite.
Enquanto isso posto o primeiro programa. Se trata de um programa inglës mas que passa na rede ABC aqui da Australia as sextas a noite. Chama-se Little Britain e eh um programa de comedia. Sao apenas dois atores que fazem todos os principais personagens, muito bom
O que mais me perguntam aqui no blog é: Vale a pena vir pra Australia? A resposta é SIM e NÃO.
Tudo depende de no mínimo uma centena de fatores. Tem tudo pra se dar bem e gostar daqui, ou pelo menos aproveitar um pouco, quem vem preparado para a realidade. Quem se ilude e só quer ouvir o que quer vai quebrar a cara e ainda por cima não vai falar pra ninguém que se deu mal o que vai influenciar mais outros milhares de brasileiros a vir pra ca e quebrar a cara também.
Recentemente recebi o seguinte comentário no blog:
” Anônimo said…
AUSTRALIA E A MAIOR ROUBADA….
É BOM APENAS PARA PASSEAR, VOCES ARROTAM CAVIAR, MAS DEVEM E PASSAR O MAIOR SACRIFICIO AÍ !!! ROUBADA, VOLTEM PRA CASA BRASUQUINHAS …… “
O que a pessoa que escreveu este comentário disse tem tudo a ver com a realidade da maioria dos brasileiros aqui na Australia. O cara vem pra ca, rala o dia inteiro limpando chão, servindo mesa ou entregando pizza, faz um curso podre a noite em que o professor mal fala inglês e fica pagando de bacana no Orkut, do tipo: “Olha como eu me dei bem na vida, eu moro na Austrália”
Ai um monte de gente lá no Brasil pensa: “Pô, se o fulano está se dando bem lá, era o maior loser no Brasil, mas agora está na Australia. Eu vou também!” e geralmente chega aqui e quebra a cara também.
Porém, tudo depende da maneira pela qual a pessoa vem pra ca. Quem já vem com Skilled para trabalhar em uma área em demanda tem tudo pra se dar bem, geralmente já chega aqui empregado, com vários direitos e consegue aproveitar ao máximo a Austrália, pois ganha geralmente bem, mora num lugar legal, em pouco tempo compra um carro, tem perspectivas e ainda ganha experiência tanto de vida como profissional.
Mas quem vem assim geralmente já se dava bem no Brasil também, já tinha um bom emprego no Brasil, já vivia bem, tinha carro, morava bem, tinha ofertas de emprego e era um profissional capacitado.
Acontece que muitas vezes a pessoa está ferrada no Brasil e vem pra cá achando que o mundo vai passar a conspirar ao seu favor quando ele cruzar o oceano, e não é bem assim.
Tem também aquela pessoa que nunca quis nada na vida no Brasil e não vai querer nada da vida aqui também, vai passar o dia trabalhando em empregos que não exigem qualificação, ganhando mal, sem perspectiva de vida e quando tiver como 35 anos vai ver a besteira que fez, mas ai não vai ter pique de voltar atrás e começar de novo.
Tudo aqui na Austrália é relativo.
Quem vem pra cá precisa antes de tudo encarar a realidade. E apesar do seu amigo do Orkut estar “arrotando caviar”como disse a pessoa no comentário do blog, a vida aqui é muito diferente.
1 – ESTUDANTE.
Quem vem pra ca com visto de estudante só pode trabalhar 20 horas por semana legalmente, se for pego trabalhando mais é deportado sem poder ir pra casa pra pegar a mala. Tem quem trabalhe mais, mas por sua conta e risco, mas isso geralmente não acontece em empresas grandes, pois eles pagam uma multa se colocam um estudante para trabalhar mais de 20 horas.
Com o visto de estudante só se consegue trabalhos não qualificados como faxineiro, garçom, entregador de pizza, entregador de panfleto e coisas do tipo.
Estes empregos pagam de $10 a $15 por hora. Não espere mais, ganhar mais é excessão não a regra. Os trabalhos nestas áreas são geralmente muito sacrificados, no trabalho de faxineiro (cleaner) por exemplo você tem que ficar com um aspirador nas costas limpando escritórios com um supervisor chinês mal educado gritando na sua orelha pra você ir mais rápido a cada 5 minutos. Não conheço um brasileiro que trabalhou e gostou. Sinceramente não conheço nenhum brasileiro que durou muito neste emprego.
Se você for mulher, brasileira e não parecer a noiva do brinquedo assassino tem uma chance gigantesca de ser assediada sexualmente. Aqui, infelizmente, ainda se tem a idéia que brasileira é fácil e gosta de rebolar, idéia esta que muitas brasileiras continuam alimentando. As Australianas são geralmente mais diretas e não dão mole pra ninguém, tem postura, ai qualquer mulher que aparece sorrindo e sendo simpática (ainda mais sendo brasileira) o cara já acha que é mulher fácil.
Não são poucas as brasileiras que conheço por aqui que foram assediadas e até agarradas a força por seus patrões ou supervisores.
Brasileiro também acha que vai vir pra cá e todo mundo vai ficar encantado por voc6e ser um espécime raro que vive no mesmo país onde está a floresta amazônica, que todos amam o pelé e australiano adora carnaval.
O que mais tem aqui é estrangeiro e brasileiro não é nem raridade, nem mais tão bem visto por aqui, na melhor das hipóteses você vai ser apenas another F$%^@ brazilian.
Quem vem pra cá não deve tomar a vida de ninguém como exemplo.
Conheci um estudante aqui que se gabava de estar ganhando uma fortuna, aparecia cada dia com um brinquedo novo, um dia IPOD, no outro câmera, celular. Cheguei a pensar que ele tinha mesmo tirado a sorte grande. Depois descobri que ele colocava quase tudo no cartão de crédito que o pai pagava no Brasil, além disso quando precisava renovar o visto me disse que não tinha dinheiro e só renovaria se o pai lhe mandasse o dinheiro. Ou seja, nem tudo aqui é o que parece.
Vir como estudante vale a pena pra quem está disposto a trabalhar pra caramba pra juntar um dinheiro pra voltar pro Brasil ou fazer um TAFE ou faculdade aqui para futuramente aplicar pra residência. Mas aí a vida é mais dura ainda. Uma faculdade boa custa em média $18.000,00 por ano fora taxas, matríclia, livros, etc. E um TAFE não fica muito atrás.
Vale a pena também pra quem não tem pretensões de ficar ou de viver muito bem aqui, quer apenas passar um ou dois anos, curtir a praia, trabalhar pra se manter, viajar e depois voltar pro Brasil, mas “profissionalmente”, tirando o inglês, são 2 anos jogados fora.
Resumo da ópera. Vida de estudante que veio pra ca pra ficar é sacrificada demais, por isso muitos desistem e ficam com aquela desculpa que voltaram pro Brasil por que não aguentavam mais de saudade da família e dos amigos, mas se esquecem que sairam do Brasil por que diziam que não aguentavam amis a violência, mas acabam voltando pra lá.
2 – VISTO DE TRABALHO OU SKILLED
Quem vem nestas condições tem a chance de ter uma vida legal e ainda planejar pro futuro, fazer uma aplicação, em 5 a 10 anos financiar uma casa, crescer profissionalmente.
Depende também muito da pessoa também. Conheci um escocês que já tinha mais de 30 anos que tinha o visto de trabalho, ganhava bem, morava em uma shared, vivia como um adolescente, passava a noite em festas, gastava todo salário em substâncias ilícitas, eletrônicos e baladas e estava feliz assim. Não é todo mundo que quer algo além.
MAS MESMO ASSIM TEM GENTE QUE GOSTA?
Tem, tem de tudo. Tem gente que vem pra cá, arruma um emprego meia boca, casa com um(a) australiano(a), pega a residência e toca a vida, geralmente a pessoa já não tinha muita expectativa no Brasil e chega aqui qualquer coisa é lucro. Tem gente que está bem feliz assim e não quer voltar pro Brasil.
Mas neste caso tem que entender que “The life is over”, a pessoa vai ter filhos, criar a família, continuar trabalhando e fim da história, não dá pra ter muita expectativa além.
Tem também quem não está nem ai pra nada, quer apenas ficar por aqui, pagar as contas e ver o que vai ser da vida.
Ou seja, tudo depende da expectativa que a pessoa tem da vida. Quanto maior a expectativa mais difícil a Austrália fica.
Tem muita gente que odeia também, acha que vai vir pra cá com o visto de estudante arrumar um emprego legal, ganhar $5000,00 por mês, juntar uma grana, fazer faculdade, montar família e comprar um carro. Este é o tipo de pessoa que prova Vegemite achando que vai ser gostoso.
Ai o cara chega aqui, trabalha servindo mesas durante a semana e em eventos on weekends, ganha mal pra caramba, só paga as contas e algumas regalias, em 2 anos só consegue juntar $5.000,00 e não aguenta mais carregar aspiador, servir mesa, arrumar prateleira, atender no supermercado ou qualquer coisa que seja chega uma hora em que percebe que não tem muito mais além daquilo pela frente e ai ou volta P da vida pro Brasil chutando qualquer Kangaroo que ver pela frente ou volta ainda P pro Brasil, mas dizendo que a Australia é uma maravilha, mas achou melhor voltar pro Brasil por motivos pessoais.
Tem também quem le tudo isso, já sabe como são as coisas aqui, vem pra cá disposto a morar na rocinha aqui da Austrália (tem a rocinha aqui, mas é só uma casa) trabalhar limpando privada, mas chega aqui e não aguenta uma semana servindo mesa ou morando mal.
Tudo depende, cada um vive uma Austrália diferente. Tudo é questão de planejamento, determinação e conhecer a si mesmo.
Se vale a pena vir pra cá? Não sei, minha opinião não vai mudar em nada a sua vida por aqui. Você precisa se perguntar. Vale a pena pra você?
Protesto de trabalhadores em Sydney
Ontem pesquisando os salários de cada área aqui em Sydney descobri o seguinte:
MEDICINA
Um médico recem-formado (com residência) ganha cerca de $50.000,00 por ano, mas em pouco tempo este salário passa pra $75.000,00 que é a média da área. Porém a medicina é uma área muito desgastante e exigente e são altos os custos para se formar e estar sempre se atualizando. Claro que há médicos que ganham mais e até muito mais que isso, mas estou trabalhando com a média.
Para um médico do exército (trabalho governamental) o salário inicial é $55.000,00
a média $75.000,00 e o teto após muitos anos de profissão $140.000,00 por ano, além dos auxílios.
IT
IT é uma área bastante abrangente. Um profissional recem-formado de IT ganha cerca de $45.000,00 por ano dependendo da empresa e da especialidade. O salário médio da área está em torno de $75.000,00 por ano. No salário médio de qualquer profissão é preciso calcular os impostos e descontos, ou seja, não são $75.000,00 limpos na mão, com todos os descontos e impostos o salário líquido cai para algo em torno de 50 a 55K.
ENFERMAGEM
Enfermeiras ganham cerca de $45.000,00 por ano. Porém muitas enfermeiras do oriente vem pra ca revalidar o diploma (estudar mais 1 ano e meio) para depois aplicar pro skilled e trabalhar na área aqui na Austrália. Acho que a longo prazo pode ser um ramo saturado, por enquanto está em demanda.
PROFISSÕES QUE NÃO EXIGEM GRADUAÇÃO
Quase todas as profissões que não exigem graduação precisam do TAFE para serem reconhecidas aqui na Australia, você pode ser um engenheiro civil formado no seu país e aqui não consegue trabalhar de pedreiro sem o TAFE.
TAFE é uma espécie de curso técnico aqui da Australia, é reconhecido pelo governo e é muitas vezes a porta de entrada para o mercado de trabalho.
Os salários de quem sai de um TAFE são muito bons dependendo da área. Muitos Australianos optam pelo TAFE por ser mais barato, ter facilidades e ter garantia de emprego após o término do curso.
Não dá para falar de salários em relação aos TAFES pois vairam muito de acordo com a área, mas digamos que dá tranquilamente pra se manter por aqui.
TELEVISÃO, MARKETING, PUBLICIDADE
A maioria das profissões ligadas a área de publicidade estão saturadas aqui em Sydney, tanto é que a maioria não dá pontos para a imigração. Mesmo pessoas muito qualificadas conseguem trabalhos apenas como voluntários nesta área. Com persistência é possível conseguir algo, mas é um caminho árduo a se trilhar.
MERCADO DE TRABALHO EM GERAL
O mercado de trabalho em geral pode mudar por aqui, acredito que algumas profissões que estão em demanda não terão uma demanda assim tão grande em 4 ou 5 anos. Além disso, no caso do Brasil, com a economia brasileira crescendo e o risco país diminuindo (o que gera a queda do dólar) é possível que em algum tempo o real tenha um valor mais próximo ao dólar Australiano. (hoje é 1.65/1).
Hoje ganhar em dólar Australiano não é uma vantagem tão grande uma vez que o real está valorizando e o preço dos imóveis no Brasil subindo. Antes a pessoa vinha pra Australia, ganhava em dólar australiano e em 5, 6 anos voltava pro Brasil e comprava um apartamentinho. Hoje já não está assim tão fácil, tanto pelos itens que citei acima, como pelo fato do custo de vida na Australia ser bastante alto.
QUAIS AS POSSIBILIDADES PARA UM BRASILEIRO?
Quem pensa em vir para a Austrália deve antes analisar os seguintes fatores:
1 – Sua profissão está na lista de demanda do immi? Ou seja, você consegue 60 pontos pro skilled?
2 – Quais suas qualificações? Nem todo mundo de áreas em demanda é qualificado para trabalhar na área e além disso nem todos as áreas possuem muita oferta de emprego.
3 – Qual o seu nível de inglês? As regras do immi estão mudando inclusive para a pontuação do IELTS, falarei sobre as mudanças em um novo post.
4 – Se você não é qualificado para o skilled, em que pretende trabalhar e quanto pretende ganhar?
Se ilude quem pensa que se ganha bem em qualquer trabalho aqui na Austrália, trabalhos que não exigem qualificação, como waitress (garçonete), cleaner (faxineiro), entregador de pizza, entre outros pagam de 10 a 15 dólares a hora e os que pagam mais todo mundo quer. Além disso há muita oferta de empregados pra estas áreas (quanto maior o salário mais interessados) pois é o tipo de emprego que qualquer estudante do mundo que está por aqui pode e quer fazer.
Some-se também o fato que são profissões bastante desgastantes e na minah opinião é um dos motivos pelo qual muitos brasileiros que vem pra ca com a intenção de ficar acabam voltando pro Brasil.
Em um post futuro entrarei em detalhes sobre cada processo.
Passei grande parte da páscoa trabalhando, domingo fomos à Hillsong pro especial de páscoa e depois pro Max Brenner de (Não lembro o bairro agora), mas um bairro muito legal aqui de Sydney.
Ontem foi feriado aqui em Sydney e fui dar uma volta pela manhã e passei o resto do dia vendo tv e filmes (Little Fish, O diabo a Quatro e Running with Scissors), deu pra descansar um pouco, mas não o suficiente.
Porém, a páscoa em Bondi e principalmente na igreja estava animada. O especial de páscoa da Hillsong foi muito bom.
FERIADO DE PÁSCOA EM SYDNEY
Recebi já duas vezes um e-mail contando em como o novo Windows Vista é mau-que-nem-o-pica-pau no assunto tocar e queimar conteúdos não-autorizados. Diz mais ou menos assim:
O resultado é que, se você instala o Windows Vista, ou compra um computador que o traga pré-instalado, já não poderá ver ou gravar vídeos nem ouvir ou gravar música descarregada da Internet. O mais grave é que, em muitos casos, tampouco poderá fazê-lo mesmo que tenha comprado legalmente o sistema, porque o DRM (sistema de protecção de direitos de autor) integrado não permite, por exemplo, que se possa copiar uma canção de um CD (comprado legalmente) para o seu leitor de MP3. Nem que possa gravar uma compilação de canções (compradas legalmente) para o leitor de CD do seu carro.
Como todo bom e-mail repassado este até acerta em alguns pontos mas é tremendamente exagerado. Apesar de eu achar ótimo a Microsoft provar do seu próprio remédio de FUD a coisa não é bem assim. Nada no Vista nos impede de rodar o bom e velho Nerom Winamp ou um ripador de CD. Mas o e-mail levanta outros assuntos bem interessantes sobre proteção à cópia.
As proteções de conteúdo do Vista ocorrem na execução de conteúdo digital de alta definição, como filmes Blu-ray ou HD-DVD. Como hoje em dia até mesmo o monitor de um computador é capaz de receber sinais digitais seria tecnicamente possível copiar um DVD sem a necessidade de quebrar a criptografia do disco em si (como nos DVD normais de hoje em dia). Bastaria criar um aparelho a ser conectado como um monitor que receberia o sinal de vídeo limpo. É mais ou menos o princípio do “duplo deck” da fita cassete: você copia uma fita redirecionando a saída do áudio para a entrada de outra fita, não importa “como” o som foi armazenado na primeira fita. Mas se quando você copia uma fita várias vezes ela começa a se desgastar o conteúdo digital é sempre puro, sem cheiro e não solta as tiras.
Para evitar isso as novas saídas digitais de áudio e vídeo podem criptografar os dados que deixam o computador. Só que como estamos transitando de uma plataforma não criptografada para uma criptografada podemos ter em nossas casas componentes sem essa capacidade, por isso os computadores hoje não codificam os dados. Entra aí a diferença no Vista: a Microsoft permite que o disco de HD-DVD, por exemplo, diga ao sistema operacional “só aceito ser tocado em um computador completamente criptografado”, ou seja, com uma placa de vídeo, monitor, cabos e conectores “seguros”. É um “flag” no disco, mais ou menos como os DVDs de hoje dizem aos tocadores de mesa que aquele pedaço de vídeo não pode ser pulado.
Então é importante notar que desta vez o vilão não é a Microsoft mas sim a “grande mídia” hollywoodiana que quer ter controle máximo sobre suas obras. Estas empresas distribuidoras de conteúdo (lembrando sempre que elas, por si só, não criam nada, apenas revendem trabalhos de músicos, cineastas, etc.) querem também controlar os dispositivos que tocam suas peças.
Voltando ao exemplo dos DVDs atuais vamos ver que o futuro não é nada promissor quando deixamos os vendedores de conteúdo controlar os aparelhos tocadores de conteúdo. A primeira cartada foi criar as regiões de conteúdo dos DVDs. Eu, brasileiro, só posso comprar DVDs lançados aqui ou na Austrália (que por algum motivo bizarro também foi incluído na região 4). Se um título não foi lançado no Brasil azar o meu. Eu não tenho o direito legal de assistí-lo em minha casa simplesmente porque o estúdio por ele responsável acho que não seria um bom negócio lança-lo aqui. Se eu for fã de um desenho japonês obscuro e quiser pagar correio e taxas de importação para trazê-lo do outro lado do mundo vou ter uma aparelho que, a princípio, está proibido de tocá-lo.
A princípio, é claro, já que praticamente todo mundo hoje ou tem tocadores “região zero” ou descobriu a combinação de teclas que destrava o aparelho. Mas este ato, aos olhos das empresas de mídia, é ilegal. Ao darmos nosso jeitinho nos transformamos em potenciais criminosos, quando tudo o que queremos e ver o conteúdo legítimo pelo qual pagamos.
Como já falei aqui os DVDs hoje possuem um “flag” dizendo que um determinado pedaço do vídeo não pode ser pulado. Essa idéia surgiu para obrigar os espectadores a ver aquela mensagem anti-pirataria com o selo da Interpol que aparece antes de cada filme, aparentemente uma obrigação legal no mundo ocidental. Mas os fabricantes dos discos acharam a idéia bem legal e usam o mesmo flag para obrigar eu e você a ver as propagandas de seus outros produtos sem poder pular. Esta tática é usada em todos os filmes para locação e até em alguns filmes para compra. É só mais um exemplo do que pode acontecer se a indústria de mídia resolver usar o tal controle novo do Windows Vista para seus propósitos.
Para fechar a comparação com os DVDs de hoje volto ao caso dos tocadores “região zero”. A maioria é fabricada por empresas desconhecidas da China e adjacências porque elas simplesmente decidiram fabricá-los assim, ignorando as ordens dos brutamontes ocidentais. Mas o Windows Vista introduz (nas versões Enterprise e Ultimate) o chamado “Trusted Computing” que, resumidamente, diz que só peças de hardware e software autorizados e assinados pela Microsoft podem funcionar em seu computador, em diferentes níveis de acesso.
Em primeiro lugar isso quer dizer que o tal fabricante chinês só vai poder fabricar aquela placa de rede baratinha se for autorizado pela Microsoft. E, o mais importante, se eu quiser escrever um programinha para controlar minhas contas domésticas e distribuí-lo de graça na Internet ele não vai funcionar em computadores com Trusted Computing. Na doutrina do TC todo hardware e software é culpado até prova em contrário.
Mas o Trusted Computing não é invenção da Microsoft e ela nem está sozinha nesta. Apple, Dell, Intel, AMD e praticamente todo grande player do mercado de hardware apóia a idéia. O exército americano já exige módulo TC em todos os novos computadores adquiridos.
E, se alguém teve paciência de chegar até aqui, temos finalmente a história do DRM, que aparentemente foi criado com o intuito de punir aqueles que compram música e filmes legalmente. Afinal de contas filmes e CDs pirata não têm nenhuma proteção anti-cópia!
O DRM é um contrato em branco que você assina para o dono do conteúdo. Ele diz que você só vai ouvir aquela música nas condições em que eles — e não você — determinarem. Se você comprar uma música para o seu iPod via iTunes só poderá ouví-la no seu iPod e em até cinco computadores cadastrados. Só poderá “queimá-la” para CD 7 vezes. Se você compra uma música no Sonora do Terra ou na loja de música do UOL só poderá ouví-la no Windows Media Player autorizado, ela não vai funcionar no seu caríssimo iPod.
Mas este contrato pode mudar a qualquer momento, e você já o assinou. Até abril de 2004, por exemplo, você podia queimar uma música do iTunes dez vezes. A Apple simplesmente resolveu mudar esse número para sete. Amanhã ela pode aumentar ou diminuir e o máximo que você pode fazer é rezar. Ela pode até mesmo decidir que o iPod não é mais um produto interessante e parar de fabricar os aparelhos. Ou você pode decidir parar de comprar iPods e não poderá mais ouvir as músicas pelas quais pagou.
É por isso que se diz que você nunca compra um filme ou música com DRM, você sempre aluga. Há também quem diga que o DRM é o novo comunismo. A diferença é que os bens não pertencem ao estado, mas sim às empresas de mídia. Cabe a elas dar ou tirar nas condições que desejarem.
A mensagem mais importante aqui (e parabéns se você chegou até aqui) é a de que não estamos notando esta transição para um mundo cheio de trancas e cadeados, como na proverbial e batida história do sapo na água fervente. Cada nova trava é introduzida “para nossa segurança” e para “proteger os interesses dos artistas” mas cada passo não pode ser desfeito e, a partir daí, as coisas “sempre foram assim, não podemos mudar”.
Por isso só compre discos, filmes, computadores, software… que tratam você como a pessoa honesta que é e não como um criminoso em potencial. Só use produtos que deixam que você decida o que quer fazer, que deixam você ditar os termos.
Este texto não tem proteção contra cópia. Você pode mandar ele para quem quiser. Em troca eu só peço que você diga que o autor dele fui eu, Cristiano Dias, e não o Arnaldo Jabor. Se quiser colocar um link para a versão online dele eu agradeço.
Escrito por Cristiano Dias, dia 5 Apr 2007, 11:54, em Liberdade Digital.

Como estou trabalhando demais esta semana, pois sexta feira é feriado (Páscoa) não estou com muito tempo para postar. Vou postar algumas fotos de minha viagem a Canberra semana passada e depois coloco as legendas das fotos. Gostei bastante de Canberra, bastante vazio em comparação com Sydney, mas moraria ali por um porpósito maior como pregar o evangelho, fazer uma boa faculdade (A Australian National University é uma das melhores do mundo) ou para trabalhar. Depois conto mais detalhes da viagem.
Esta semana nasceu a filha do meu patrão então saímos todos aqui da empresa hoje para comemorar em um Pub aqui perto na hora do almoço, só bebi uma Diet Coke mesmo e as 2:30 voltei pro escritório.
Depois conto mais sobre Canberra e posto mais fotos.
Abraços a todos!
Aqui na minha empresa trabalha um indiano que cuida da área de Marketing on-line da empresa. Quando comecei a trabalhar aqui não gostava muito dele, pois ele me pedia pra fazer um monte de coisas, depois vi que ele era um cara legal.
Hoje teve aquele almoço da empresa e comecei a conversar com ele. Achava que ele devia ter se formado em alguma faculdade na Índia e vindo pra cá. Então perguntei: Você fez algum curso de IT?
Sim – respondeu ele – Me formei em It aqui na Austrália e fiz meu Master em IT
Estranhei, achei que tinha ouvido algo sobre ele ter estudado na Índia antes, então perguntei:
E antes, você fazia o que?
- Antes de vir pra Australia? – Perguntou-me – An tes de vir pra cá eu era médico. Me formei em medicina na Russia.
WOW. O cara, saiu da índia, se formou em medicina na Russia, estudou IT na Austrália, fez masters e pra completar ainda disse que a esposa, também indiana, fez três anos de medicina na Russia, depois veio pra Austrália onde começou a estudar medicina novamente e se forma em maio agora.
Estes estrangeiros ralam pra caramba, depois não sabemos por que este pessoal se sobressai. Está é a diferença. A maioria dos brasileiros que vi por aqui só quer saber de praia, festa, curtir, ir pra balada, sair com o pessoal enquanto grande parte dos estrangeiros que vejo aqui está na luta.
Enquanto via uns brasileiros no meu curso só planejando a balada do dia ou do final de semana a Panada da Thailandia estava juntando dinheiro, traballhando 7 dias por semana em restaurantes para terminar a faculdade de enfermagem, A tri da Indonésia estava trabalhando pra pagar a faculdade de contabilidade, A Marta da Republica Tcheca juntando dinheiro pro TAFE de cabelereiro, uns amigos da Michelle da Korea ralando note e dia em um restaurante para tentarem se rreconhecidos como chefs.
Depois tem gente que reclama que não dá sorte na vida.

Ontem o banheiro da minha empresa estava em manutenção, como precisava usar o banheiro perguntei pra um manager o que deveria fazer e ele me disse como quem conta um segredo. Vai no banheiro do 11 andar.
Todo mundo da empresa que ouviu concordou. Então em resposta à minha pergunta comecei a ouvir sobre as maravilhas do banheiro do 11 andar. Uns falavam sobre o papel higiênico que era mais macio, outros sobre a beleza do lugar como se estivessem falando sobre um resort na Thailandia e outros ainda comentavam sobre os apetrchos disponíveis como sabonete líquido especial, secador de cabelo, espuma de barba… Precisava conferir.
Como a maioria das empresas do prédio ocupa um andar inteiro, os banheiros de cada andar são privativos de cada empresa, ou seja, se eu apareço no 11 andare alguém me pega no banheiro, na hora vão perceber que eu não sou um funcionário daquela empresa. mas mesmo assim resolvi arriscar. Descobri lá chegando que a empresa do 11 andar saiu do prédio e assim o andar está vazio oque me deu mais privacidade ainda.
Fui e comprovei o que falavam, uma iluminação rústica, muito bem decorado e o que é melhor, bastante tranquilo. Ao fundo tocava uma música clássica e as revistas disponíveis podem lhe fazer gastar horas ali. Mais do que um banheiro, aquilo é um refúgio para a agitação do trabalho.
Hoje pela manhã, assim que cheguei a empresa subi ao 11 andar esperando ter mais alguns minutos de sossego, mas ao entrar no banheiro percebi que a porta do sanitário estava fechada. Como é possível??? – pensei. Não tem mais ningém trabalhando naquele andar. Resolvi olhar por debaixo da porta e apesar da iluminação fraca vi dois sapatos pretos por baixo de uma calça social. ARGH!!!
Sai assustado. A notícia se espalhara, descobriram meu esconderijo (recém-descoberto) para momentos de privacidade. Pensei que pudesse ser um equívoco, talvez o dono da empresa tivesse voltado para pegar alguma coisa, mas não. perto da hora do almoço subi de novo e haviam 3 pessoas no meu banheiro. Uma lavando as mãos e as outras usando o local para aquilo que foi planejado.
Que droga, pensei que fosse um segredo aqui da empresa, mas parece que todo mundo já está sabendo.

No mês passado conseguimos atingir o target revenue do mês, geralmente ficamos apenas no expected revenue, que já é muito bom, mas atingir o target, ainda mais quando o target é muito alto é uma tarefa árdua.
Como recompensa, sempre que atingimos o target a empresa nos paga um almoço com direito a tudo (lembra-se do coma tudo o que puder?) em um restaurante caro a nossa escolha. Eu já escolhi o Essence que fica no Circular Quay de frente pra Opera Huse, mas a escolha tem que ser democrática e tem que ter a aprovação de todos.
Provavelmente o almoço será amanhã, mas prefiro que seja na sexta, as sextas aqui em Sydney são mais tranquilas.
Eu sou do tipo que não perde uma boca livre e não tenho medo de passar vergonha, vou pra comer mesmo. A última vez que comi demais foi no Porcão de Ipanema (Rio de Janeiro) mas espero me superar esta semana neste almoço.
Depois do almoço posto as fotos aqui.

Este blog foi desenvolvido com o objetivo de auxiliar quem vive ou tem planos de se mudar para a Austrália, seja como residente, a trabalho ou turista. Ele foi desenvolvido de forma a facilitar a busca de posts, tutoriais e artigos e visa proporcionar toda informação necessária para quem pretende vir para a Austrália. Mais que um blog o Brazil Austrália é uma comunidade interativa onde você interagir com outros usuários.