Os brasileiros são geralmente bem vistos aqui na Austrália. Porém a maioria dos brasileiros aqui muitas vezes se incomoda com pelo menos alguma outra cultura. Geralmente são problemas com culturas muito diferentes da nossa e que muitas vezes são pessoas (e não o povo ou comunidade em si) que incomodam até os Australianos e outros estrangeiros.

Por um lado é compreensível. Afinal, quando você vai sentar ao lado de alguém no avião o mínimo que se espera é que esta pessoa tenha tomado banho, o que em algumas pessoas de algumas culturas é algo bastante raro. Quando você vai pegar o trem, o mínimo que você espera é sentar ao lado de alguém que não irá abrir sua marmita às 8 da manhã e ir comendo algo que mais parece um Gambá assassinado e cozido que transforma o vagão onde você está em um exaustor de restaurante exótico.

Certa vez fui à um jantar na casa de um casal de amigos ingleses aqui e eles eram cheio de modos. Apesar de me considerar educado, fiquei impressionado com a maneira elegante que eles comiam. Saindo de lá eu e a Michelle conversamos sobre a etiqueta inglesa. Aquela história de como se portar a mesa, lugar dos garfos, copos, como atender a porta, entre outros hábitos considerados elegantes. Apesar de parecer algo esnobe, a etiqueta serve não para a exibição de quem aprende estes costumes, mas sim para o bem estar do outro. Por exemplo, se você vier almoçar aqui em casa e eu começar a pegar o arroz com a mão, comer o frango com as duas mãos sujando toda minha cara e limpar as mãos na toalha da mesa, provavelmente sua experiência almoçando aqui em casa será bastante prejudicada e em poucos minutos você perderá até o apetite. Se por outro lado eu aplicar regras de etiqueta durante minha refeição eu tornarei a sua refeição e de qualquer pessoa a minha volta muito mais agradável.

Assim é a convivência com outras culturas. No geral, salvo raras exceções, o Australiano é educado como já mencionei aqui no post sobre a educação Australiana. Deste modo, se você decide sair de qualquer lugar do mundo para viver na Austrália o mínimo que se espera de você é que você se adapte aos costumes locais e não imponha para todo mundo seu hábito nativo de arrotar após as refeições para mostrar o quanto você apreciou a comida (estou exagerando, jamais vi isso aqui).

Porém viver na Austrália é conviver com culturas de todo mundo e com alguns bons e maus representantes destas culturas. Deste modo muitos brasileiros acabam se irritando (com razão) com costumes de outras culturas (geralmente não australiana) que ofendem os padrões normais de educação e respeito.

Porém, ao olharmos para as outras culturas muitas vezes esquecemos que também podemos estar sendo bastante incômodos para os australianos com nossos hábitos brasileiros.

Hoje de manhã, após assistir Itália vs Inglaterra, por volta das 10 da manhã comecei a ouvir o barulho de um subwoofer martelando minha parede. Não era nada alto demais, mas incômodo o suficiente para prejudicar meu tempo de estudos que estava para começar. Ontem estava o mesmo barulho durante a tarde, mas como eu já estava muito estressado por causa dos estudos, evitei bater lá no vizinho e começar uma confusão. Hoje, mais calmo, assim que o barulho começou fui até lá. Bati a porta 3 vezes e um dos 4 cara que estão dividindo o apartamento (se mudaram recentemente) veio até a porta. Antes que eu abrisse a boca ele se desculpou pelo barulho e disse que iria abaixar e tomar mais cuidado das próximas vezes.

Fiquei aliviado com a atitude dele, por que em minha mente eu já fui pra lá imaginando que ele diria que não ia baixar porcaria nenhuma, ai eu ia me exaltar e dizer que ou ele baixava ou eu iria ligar a furadeira de madrugada na parede do quarto dele, ai ele iria me empurrar, eu ia dar uma baiana, emendar três porradas na cara dele até que os outros 3 amigos dele que moram lá saíssem e me chutassem até a chegada da polícia e fôssemos todos presos.

Pode parecer absurdo, mas este cenário criado em minha mente antes de bater a porta seria bem provável se um de nós fosse mal educado, irritado ou de alguma forma não vivesse de acordo com normas básicas de convivência.

E ai você me fala: Jerry, você está certo, é muito chato conviver com culturas que não tem respeito ou educação. Sim, é, mas quem disse que os brasileiros são tão sempre educados e agradáveis?

Animação Brasileira

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Muitas pessoas aproveitam o final de semana para reunir amigos e familiares para um churrasco na praia na Austrália

Não sou contra a animação brasileira, muito pelo contrário, de fato admiro a alegria verdadeira da nossa cultura que consegue ser feliz espontaneamente. Isso é admirável.

Aqui na Austrália muitas praias possuem churrasqueiras públicas e áreas para você almoçar com a família. São áreas em que as famílias vão aos finais de semana para almoçar e aproveitar o dia em tranquilidade. Quantas vezes já não vi brasileiros fazendo pagode nestas áreas, tocando tambor, cavaquinho, pandeiro e cantando a todo volume enquanto outras pessoas observavam profundamente incomodadas e em choque.

Pro brasileiro pode ser apenas um pagodinho com os amigos, mas pra família de qualquer outra cultura que separou o dia para almoçar em tranquilidade isso é o cúmulo da falta de respeito, pois você consegue ouvir o pagode literalmente há 500 metros de distância. Agora, quem disse que o australiano ou estrangeiro quer ouvir seu pagode? Quem disse que as outras pessoas tem que estragar seus planos por que você gosta de ouvir pagode a todo volume? O cara sai do Brasil reclamando do cara que ouve funk no ônibus e chega aqui e faz igual? Imagine-se indo para a praia com sua família almoçar e um grupo de indianos ficasse cantando e dançando músicas indianas a todo volume sem parar enquanto você tentava ter uma conversa com sua família. Certamente não seria agradável, por isso, muitas vezes quando estamos nos divertindo os outros estão se lamentando. Nada contra o pagode nem contra fazer um pagode ao ar livre, mas que seja em uma área em que não incomode quem está perto ou mora na região.

Algo não me Cheira Bem

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Pessoas pegando o trem em Sydney na hora do rush.

E a questão do cheiro? Não vou falar do cheiro pessoal por que este o brasileiro não tem, mas já vi professor da faculdade aqui dando indireta pra umas pessoas (de outras culturas) que desodorante e sabonete são usados diariamente na Austrália. Mas fora esta questão, realmente a comida de algumas culturas tem um cheiro muito forte e toda vez que algum deles esquentava sua comida no microondas do escritório eu tinha que ficar fora até o cheiro passar. Mas o que nenhum brasileiro nota (por que já estão acostumados) é que nossa comida (feijão, etc) cheira muito mal pros estrangeiros. Outro dia estava com uns amigos conversando sobre isso e depois que eu falei que algumas pessoas de uma certa cultura tinham um cheiro estranho ele me disse: Mas pros Australianos nós fedemos também!

Que choque!!! Como assim??? Eu odeio cheiro ruim, passo 3 tipos de desodorante, perfume, talco e tudo o que você imaginar, como você me diz que os brasileiros cheiram mal??? Ai ele concluiu: Já ouvi de algumas australianas mais de uma vez que os brasileiros cheiram alho. Um amigo meu também ouviu a mesma coisa.

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Brasileiro (no meio) curtindo o dia com os amigos

Por mais terrível que seja faz sentido. Alho e cebola são praticamente a base dos temperos de qualquer comida brasileira, mas por aqui o alho não é assim tão popular. Nós colocamos alho na comida como um indiano coloca curry na sua. Deste modo, não só nossa comida cheira alho, mas nosso suor muitas vezes também. Nós não percebemos, pois já nos adaptamos ao longo dos anos e hoje este é um cheiro imperceptível para nós, mas não para quem não está acostumado. Assim que soube disso reduzi drasticamente alho das minhas refeições. Na verdade não acho que o alho seja algo assim tão incômodo ao ponto que você tenha que cortar alho, mas apenas usei este exemplo pra ilustrar como culturalmente também temos nossas diferenças.

No Lugar Certo na Hora Errada

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É bastante fácil se adaptar a cultura Australiana. O povo é geralmente tranquilo, curte ir pra praia, a cafés com os amigos, comer fora e fazer churrascos. Não é tão difícil assim né?

Muitos brasileiros falam que querem ir embora do Brasil para qualquer lugar onde as pessoas se respeitem. Porém, eles vão para o lugar certo, mas demoram a se adaptar com hábitos comuns do lugar onde escolheram viver, entre eles o mais comum é a pontualidade. Você pode até chegar um pouco atrasado à casa de seus amigos brasileiros ou algum evento da comunidade brasileira, mas quando o assunto é trabalho e compromisso com australianos é melhor você chegar na hora.

Uma vez estive em um evento de uma australiana em que um casal de brasileiros chegou uma hora atrasado. Todo mundo ficou esperando o casal de brasileiros para que o jantar pudesse começar. Quando eles chegaram se desculparam e a menina teve a cara de pau de dizer que ela demorava muito pra se arrumar e que tinha problema com horário. A mulher que estava dando o jantar então respondeu: Você não tem problema com horário, você tem problema falta de consideração pelos outros. Pode perceber que muitos estrangeiros tem problemas com a pontualidade brasileira e partilham da mesma opinião desta amiga. Separei abaixo parte do texto de um americano sobre o atraso dos brasileiros:

Brazilians just don’t really seem to care about doing what they say they’re going to do when it comes to time. As an American, if you say you’re going to be at my house at 8:00, then I expect you to be at my house at 8:00, not 8:30. This was the problem I talked about at the beginning of the article. Now you may look at this as just an American too stressed and in a hurry, but that’s besides the point. The point is, why don’t you care about doing what you say you’re going to do? Because it’s common in your culture is just an excuse. If you don’t know when you’re going to arrive, then SAY that. And if you don’t know if you’re going to show up, communicate that too.” – See more at: http://reallifeglobal.com/positives-negatives-brazilian-culture#sthash.5tg9IdJu.dpuf

Pode parecer exagero, mas o que alguns brasileiros não entendem é que os mesmos problemas e dificuldades que você teve para chegar em algum lugar todo mundo também teve, só que pessoas conscientes antecipam estes problemas e adaptam sua rotina de modo que cheguem na hora.

Aqui nunca espero mais de 15 minutos para ser atendido quando vou ao médico ou ao dentista. (aqui você teoricamente só espera se for Bulk Billing, mas para Bulk Billing você não marca horário, apenas chega lá e espera, Bulk Billing são médicos que você não precisa pagar nada além do que é coberto pelo Medicare). Uma vez fui com a Michelle em uma médica brasileira e tivemos que esperar 2 horas. Reclamei com a atendente (uma brasileira) e ela ficou brava. Falei que se ela gostava de desrespeitar os seus clientes que poderia voltar pro Brasil e atender deste modo por lá. Isso é uma falta de consideração absurda com qualquer pessoa. Meu médico de família hoje é um cara super respeitado aqui na Austrália, ele tem uma ONG pra ajudar pessoas carentes na Ásia, já foi recebido pelo Bill Clinton e toda vez que vou lá o cara me trata com uma humildade, consideração e respeito sem igual. Sempre que ele atrasa um pouco vem me pedir desculpas e se explicar, mas raramente espero mais que 15 minutos.

Pessoalmente eu não chego na hora para tudo, mas tento não chegar atrasado para qualquer evento que alguém esteja me esperando (pelo menos me esforço para isso). E isso leva a outro hábito cultural comum aos brasileiros.

Mimados

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Eu brinco com a Michelle que muitos brasileiros que chegam aqui moravam com a mamãe no Brasil e a mamãe levava sanduichinho no quarto com todinho quente e a pessoa gritava com a mãe por ela ter colocado muito requeijão no sanduiche ou por que o todinho estava quente demais.

Ai a pessoa chega aqui achando que tem que tratar todo mundo que nem ele tratava sua mãe (na maioria das vezes a empregada) no Brasil e que todo mundo tem que se submeter aos seus caprichos e mimos. Lembro que uma amiga brasileira certa vez contratou uma babá também brasileira pra cuidar do seu filho enquanto ela tinha uma reunião. A babá chegou 30 minutos atrasada e acabou atrasando todo o programa desta minha amiga. Mas o mais impressionante não é o fato da brasileira ter chegado atrasada, mas sim o fato de que ela chegou com um copo de café nas mãos. A menina não só se atrasou, mas sem consideração nenhuma pelo trabalho para o qual ela tinha sido contratada ela ainda decidiu parar para pedir, pagar e esperar fazerem um café pra ela enquanto minha amiga arrancava os cabelos. Minha amiga disse que por um segundo pensou em levar sua filha com ela pra reunião e mandar a menina embora.

Mas o fato é que alguns brasileiros tem a mania de achar que o mundo tem que compreender suas justificativas. Eu uma vez arrumei um emprego pra um cara que me enchia por meses pedindo um trabalho na área. Consegui uma entrevista pra ele, mas disse que antes da entrevista com o dono da empresa, o diretor que estava acima de mim queria conversar com ele. Marquei de nos encontrarmos as 6 depois do trabalho para um café. 6:00, 6:30, 7:00… e nada do cara aparecer. Então decidi ligar pro cara. Ele estava na balada. Dá pra acreditar que uma pessoa perde a única oportunidade de um emprego na área, com sponsor, que ele sonhou por 3 anos aqui na Austrália enquanto trabalhava em coisas que ele reclamava todos os dias, por que ele simplesmente foi pra balada com os amigos? Parece surreal, mas isso acontece.

Ai o cara ficou cheio de desculpas, que tinha saído com os amigos depois da aula, mas já estava vindo nos encontrar, que teve um problema, que isso e aquilo. Eu falei pro cara apenas isso. Você sabe quantas vezes alguém me arrumou uma entrevista de emprego com a possibilidade de sponsorship aqui na Austrália? Nenhuma! Boa sorte na reunião amanhã. O cara da empresa que estava comigo ficou com o queixo no chão e eu passei uma mega vergonha. Não preciso nem explicar o que aconteceu depois disso.

Uma vez li um texto do Roberto Shinyashiki em que ele dizia que pediu pro seu motorista levar o carro pra arrumar. Ele já tinha combinado com o mecânico e o carro ficaria pronto no dia seguinte. No dia seguinte o carro não estava arrumado e o motorista começou a dar todas as explicações possíveis pelo fato dele não ter conseguido levar o carro para consertar ao que o famoso palestrante corporativo Roberto Shinyashiki respondeu: Não importa qual seja a justificativa, o que importa é que o carro continua quebrado. Eu não te dei um carro quebrado, eu te dei um problema para resolver ao qual você tinha toda a capacidade e recursos para resolvê-lo e você falhou e esta sua falha prejudicou a mim, prejudicou o mecânico, prejudicou os funcionários da oficina, prejudicou minha esposa que precisaria do carro e prejudicou meus filhos que iriam com ela. Não importa o que aconteceu, o que importa é que o problema não foi resolvido e ele continua existindo.

Este é um problema comum que vejo em alguns brasileiros aqui. Quando falham querem que os outros compreendam e se simpatizem com os motivos pessoais e evitáveis que os levaram a falhar. É diferente se eu ligasse pro cara e ele me disesse: “Olha Jerry, sai cedo de casa, mas meu pneu furou, o carro quebrou, minha tia morreu ou peguei o trem errado”. Sim, são coisas que acontecem. O cara fez o máximo pra ir a reunião, mas um imprevisto atrapalhou seus planos. Neste caso ele teria que ter me ligado às 17:45 e dizer: “Aconteceu tal imprevisto, não poderei comparecer, por favor peça desculpas por mim, se puderem esperar mais 10 minutos eu agradeço, caso não seja possível nos vemos amanhã.

Agora, o cara não ligar e ter faltado a reunião que poderia ter mudado sua vida por que ficou um pouco mais no pub com os amigos? Ou a menina que já estava atrasada parar pra comprar um café? Isso é olhar pra cara de quem se sacrifica para cumprir seus horários e obrigações e falar: “Você é um idiota”.

Uma Questão de Cultura

O fato é que como diz o ditado: “Em Roma faça como os Romanos”. O mesmo vale pra quem vem pra cá. Você não precisa nem deve abrir mão da sua cultura. Entenda que nem que você quisesse isso seria possível, mas tente conviver com os locais de modo que sua cultura e hábitos não venha de nenhuma maneira incomodar quem estava por aqui muito antes de você. Entenda também que toda vez que sua cultura ou hábitos incomoda outras pessoas você está contribuindo para que o preconceito aumente contra você e sua cultura.

Se eu tivesse batido na porta do meu vizinho e ele tivesse falado que não iria baixar o som isso não faria ele menos culpado pelo fato dele ser australiano, mas entenda que se fosse eu com o som a todo volume e o vizinho brasileiro batesse à minha porta e eu dissesse que não iria abaixar o volume, tenha certeza que ele voltaria para casa pensando: “Estes brasileiros vem pra cá e não respeitam nosso país”. Por mais que o fato de eu ser brasileiro possa não ter nada a ver com meus maus hábitos, seria muito difícil que ele não fizesse esta correlação.

E pra terminar, fica uma dica valiosa pra você. A quase totalidade dos brasileiros que vi aqui que foram bem sucedidos (e foram muitos) respeitavam a cultura local e o país, evitavam qualquer atitude ou costume que pudesse ser incomodo ou ofensivo, tentavam se adaptar a cultura da Austrália, não tinham frescuras ou mimos e sabiam aproveitar as oportunidades quando estas apareciam. Não tente vir pra cá e inventar uma nova roda, mas tente se adaptar a que já foi feita e está em uso por aqui. Vai ser muito mais fácil.

Torço para que tudo dê certo pra você.

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Jerry Strazzeri
Jerry Strazzeri vive na Austrália com sua esposa desde 2006. Trabalha como Analista Digital na Austrália já tendo trabalhado em empresas no Brasil e Estados Unidos. Cidadão Australiano, junto com seu trabalho está concluindo uma graduação em Leadership. Junto com sua esposa Michelle, foi responsável por diversos sites na área de educação e TI e criaram o Brazil Austrália em 2006 para ajudar aqueles que estavam imigrando ou vindo estudar na Austrália. "Mas eu e a minha família serviremos ao Senhor" ~ Josué 24:15 Veja meu outro blog - Siga-me no Quora

21 COMMENTS

  1. Como sempre ótimas dicas, já estava com esse pensamento em mente. Mas para quem não pensou nisso ainda, são dicas mais valiosíssimas ainda. Parabéns pelo post e tudo de melhor sempre!

  2. Pura verdade Jerry! E pior que quando tentamos ajudar com dicas assim, alguns brasileiros se sentem ofendidos! Mas so li verdades! Otimo post!

  3. Ola, Concordo em parte com o seu texto. Minha médica eh australiana e apesar de ser muito boa a espera eh muito longa. Tão longa que qdo preciso vê-la não marco mais nada para o dia. Há tb muitos australianos ou pessoas de outras culturas muito mal educadas tb, que adoram ouvir o som em alto volume dentro do transporte público ou empurram qdo estão entrando no trem, sem contar muitos estudantes que não dão seus lugares para as pessoas que estão indo trabalhar, mesmo sido sendo lei.

    • Olá Vania. Concordo com você. Isso acontece com todas as culturas mesmo, tudo bem que as vezes mais com umas do que com outras né…rs.

      Obrigado pela contribuição

      Abraços

  4. Otimo artigo, mas só uma correçao, os Australianos tbém nao sao tao santos assim…e sim fazem pum e arrotam em publico muito! E to falando de oz mesmo, dos loirinhos, de geraçoes aqui, nao dos recem imigrantes.
    Moro aqui ha 15 anos. Morei com familia Australiana com crianca, shared accommodation com Australianos e tenho alguns amigos australianos! Todos arrotam e fazem pum na frente de todo mundo….
    E os atrasos, oh dear, 80% dos especialistas de fazem esperar , e muito! GP tbém, australianos, sorry!
    Mas concordo que igual brasileiro nao tem!!!

  5. Concordo plenamente, quando morei na Irlanda isso era muito visível, dividi casa com um espanhol e um romeno, os dois era extremamente “gente boa”, traziam cerveja no final do dia para bebermos depois do trabalho, gostavam de conversar, me ensinavam o inglês quando eu errava as concordâncias. Maaaaaassss o culturinha irritante de não tomar banho todo dia, eles fediam naturalmente, até mesmo depois de tomar seus raros banhos. Detalhe, o romeno era mecânico, ele chegava com o macacão preto de graxa tirava ele e botava outra roupa, deu, pronto para dormir, simples assim hahaha Porém eu acho muito válido passar por isso, acredito que qualquer experiência de vida é extremamente válida.

    Abraço!

  6. Olá Jerry, Gostei muito desse seu post e tenho muito interesse em me mudar de país. Meus interesses seriam, Canadá, Austrália, Japão ou Suíça.

    Com certeza eu sei que sempre vão existir exceções, mas no geral eu gostei muito do seu feedback a respeito da mudança de cultura principalmente comportamental.

    Eu sou brasileiro e aqui mesmo me incomodo muito com esse comportamento, mas sou obrigado a suspirar e aceitar pois a grande maioria é assim.

    Eu trabalho também com TI, mais precisamente na área de Gerenciamento de Projetos e se puder dar algumas dicas do que precisaria pra conseguir alguma oportunidade na Austrália, se não for muito incômodo, eu ficaria muito grato 🙂

    Grande abraço e parabéns pelo post!

  7. Parabéns pelo post Jerry!
    Acompanho seu blog há muito tempo, estou guardando dinheiro para ir para a Austrália o mais breve possível e suas dicas estão sendo muito valiosas.
    Realmente, a questão de horários e atrasos vemos muito por aqui, inclusive em entrevistas de emprego!
    Mais uma vez gostaria de parabenizá-lo pelo Blog, acesso praticamente todos os dias esperando novos posts hehe.

    Abraço!

  8. Concordo com o que falou no texto, no entanto, vejo que aqui no Brasil parece haver uma “reação em cadeia” que torna um hábito ser atrasado. Onde moro (aqui em Salvador), há um enorme conjunto de fatores que apesar de buscarmos “prever” os acontecimentos, a deficiência que os diversos setores tem são incrivelmente “colaborativas” para que haja uma total tendência a ser ineficiente. Desde de um fornecimento de água até o sistema de trânsito, tudo colabora para ser “incompetente”. Digo isso, por utilizar o transporte público aqui e não sabermos se os ônibus vão continuar funcionar daqui a 30 minutos ou se vão parar por causa de uma greve “espontânea”.

    PS.: O site ficou ótimo! Esse é meu primeiro comentário! Tem um pequeno detalhe Jerry, quando é utilizado em smartphones as propagandas deixam um espaço em branco do lado direito da página. Gostei bastante do novo layout. 😉

  9. Uma vez estava curtindo um dia na praia numa tarde de domingo, um prainha super traquina e família. Daí chegou um grupo de brasileiros pra fazer roda de capoeira. Começaram a tocar e cantar e bla bla bla. Sinceramente fiquei morrendo de vergonha, pois muitos olharam com cara feia para o grupo. Super constrangedor. Nada contra quem gosta de capoeira, mas não concordo em fazer isso num local onde existe todo tipo de pessoa e cultura, onde vão buscar tranquilidade e paz. O que para nós brasileiros a capoeira, por exemplo, pode ser super bacana, para os australianos pode ser um verdadeiro “pé no saco”. Assim como você citou no texto sobre a música indiana. Abs!

  10. Isso me fez lembrar de alguns brasileiros aqui em GC que adoram entrar no ônibus gritando (pq o que eles fazem não é conversar) como se falar português fosse a coisa mais legal do mundo e todo mundo precisasse saber que eles são brasileiros. Eles chegam ao cúmulo de sentarem no primeiro banco e conversam com o outro que está no fundo do ônibus a viagem inteira!!!!

  11. “Porém, ao olharmos para as outras culturas muitas vezes esquecemos que também podemos estar sendo bastante incômodos para os australianos com nossos hábitos brasileiros.”

    sim sim..nós brasileiro jogamos o papel higiênico na lixeira..isso irrita muito eles

  12. “Pro brasileiro pode ser apenas um pagodinho com os amigos, mas pra família de qualquer outra cultura que separou o dia para almoçar em tranquilidade isso é o cúmulo da falta de respeito, pois você consegue ouvir o pagode literalmente há 500 metros de distância. Agora, quem disse que o australiano ou estrangeiro quer ouvir seu pagode? Quem disse que as outras pessoas tem que estragar seus planos por que você gosta de ouvir pagode a todo volume? O cara sai do Brasil reclamando do cara que ouve funk no ônibus e chega aqui e faz igual?”

    Sobre isso eu posso dizer o seguinte: Eu morei em uma shared accommodation que tinha Brasil, França, Rússia, Inglaterra, Itália, Colômbia…Eu ouvi de tudo dentro daquela casa, gostando ou não eu soube ter a tolerância de aceitar….mas no dia que eu quiz ouvir forró, nem mesmo o brasileiro(carioca) aceitou…falta tolerância por parte das pessoas..falta respeito às culturas…em um primeiro momento eu também não gostei da música colombiana, mas com boa vontade eu até aproveitei pra conversar e aprender um pouco mais sobre a colômbia. Porém fiquei profundamente chateado quando rejeitaram o forró sem nem mesmo darem a chance de ouvir por um minuto.

  13. Sobre a questão do horário também concordo e gostaria de comentar um pouco com base em minha experiência:

    eu assumo que tenho sérios problemas com pontualidade, nunca neguei…mas vivi situações em que brasileiros exageravam e ainda se orgulhavam deste comportamento. Certo dia na escola de inglês, um professor nosso marcou uma festinha na casa dele convidando todos seu alunos…a maioria da turma que decidiu ir a festa eram brasileiros, fora isso apenas uma chinesa e 2 poloneses…Um dos poloneses tinha poucos dias na Austrália, o outro já era amigo de diversos brasileiros e já conhecia o problema de pontualidade dos brasileiros. Então marcamos todos de nos encontrar as 19h em um PUB próximo da central station de Sydney e que de lá iríamos todos juntos de trem o de táxi. eram 19:20 quando meu telefone toca e eu estava ainda no banho, atendi e era o polônes, furioso que ninguém chegou, quem ninguém avisou nada e que ninguém atendia a ligação. Eu morava muito perto do PUB e falei pra ele que eu chegaria em 20 minutos. Chegando lá ninguém tinha chegado ainda, ele estava furioso, resmungando e dizendo…”eu achava que vocês estavam brincando sobre a pontualidade, como pode?” tomei umas cervejas com ele enquanto telefonava para os outros. Resultado: a chinesa ficou muito amiga de uma brasileira, passou o dia com a brasileira, se arrumaram juntas e entrou na onda da brasileira…o outro polônes falou que já sabia que isso iria acontecer já que a turma era de brasileiros e por isso chegou muito atrasado…Mas o pior de tudo é que apenas eu e os 2 poloneses compareceram no PUB..todos os demais alegram que já era tarde e que iriam direto para a casa do professor…Tomamos então um táxi eu e os 2 poloneses….nesse caso eu fiquei também muito irritado não pelo atrasado, já que eu tolero atrasos….mas sim pela falta de compromisso, pela falta de respeito em comparecer

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