Mais um dia em Sydney – Austrália.

As Nações Unidas divulgam desde 1993 um Relatório de Desenvolvimento Humano que abrange 177 países membros da organização. Faz parte deste relatório um índice chamado IDH – Índice de Desenvolvimento Humano que nada mais é que indicador de qualidade de vida das populações e mede comparativamente a riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros fatores entre os países membros da ONU.
É um relatório muito importante, pois mede o avanço de uma população não considerando apenas a o cresceimento econômico, mas também outras características sociais. Contudo, o índice econômico faz parte do relatório e é usado para o cálculo do IDH.
O índice que varia de 0 (países sem desenvolvimento humano) até 1 (países com total desenvolvimento humano ).
O índice é separado em 3 faixas.:
O Brasil entrou na última posição de países com desenvolvimento alto na última lista do IDH publicada pela ONU. Subiu algumas posições e passou para a lista dos países com médio para alto desenvolvimento humano, pois o vem apresentando bons resultados econômicos.
Pode parecer um grande avanço, mas em nada faz lembrar o Brasil tantas vezes exaltado pelo governo e até pela classe média alta.
O Brasil ocupa a posição de número 70 e vem muito atrás de países como Cuba que ocupa a posição 51, o México, Tonga e Líbia que vem logo depois, Trinindad e Tobago que ocupa a posição 59 e até a Bósnia e Herzegovina e a Albâbia que vem na posição 67 e 68 respectivamente.
Contudo estamos 3 posições acima do famoso Cazaquistão, terra do personagem Borah e consegumos bater o Suriname que ocupa a posição 85 com um IDH semelhante ao do Brasil no relatório anterior (0,774).
Em relação a renda per capita perdemos feio de países como Lithuania, Bosnia, Chile, Argentina e México, mas superamos o Azerbajão em algumas posições.
Um governo pode falar que seu país é lindo, rico e maravilhoso, mas isso possui pouco significado se tal discurso não se refletir na qualidade de vida da população.
Naturalmente tendemos a compreender a população apenas como a população que nos cerca e com a qual convivemos. Deste modo, o Brasil que eu e você (que tem acesso a internet para ler este blog) conhecemos é diferente do Brasil compreendido por um garoto de 6 anos que nunca foi à escola e está vendendo balas no semáforo. Todos vivemos ou viemos do mesmo Brasil, mas o Brasil não é o mesmo pra ambos.
As conquistas econômicas do país que para nós possuem tanto significado podem se tornar muito menos relevantes se não se refletirem também na vida do garoto do semáforo.
Um país só está crescendo se seu crescimento atingir todas as camadas, principalmente e incialmente as menos favorecidas.
Fica muito fácil pra mim ou para você sentar em meu computador, num escritório na Austrália, com meu copo de chocolate quente recém comprado no Starbucks, num ambiente climatizado, vestindo terno e gravata e começar a exaltar as conquistas do Brasil sem atentar e reconhecer o profundo abismo em que vive a maioria da população.
Se hoje recebecemos a notícia de que as taxas bancárias fossem dramaticamente reduzidas, o valor do fincanciamento imobiliário para trabalhadores com salário superior a 4 salários mínimos tivesse a taxa de juros cortada e que foi criado um esquema de segurança policial reforçada em nosso bairro para impedir o número de crimes ficaríamos muito mais felizes com o nosso país, pois estas medidas resultariam numa melhoria das nossas vidas.
Agora lhe pergunto: Todas estas medidas trouxeram algum benefício na vida do garoto do semáforo, ou pelo menos na vida de seus pais?
É claro que não. Só que o garoto do semáfor é muito mais a cara do Brasil do que eu e você. Se você possui uma conta em banco, acesso a internet e ganha mais que 4 salários mínimos por mês você faz parte de menos de 10% da população brasileira. (21% da população brasileira possui acesso à internet, mas isso inclui todos usuários acima de 10 anos de idade). A população economicamente ativa no Brasil é atualmente em torno de 69,9 milhões de pessoas, destes, 28 milhÕes vivem com apenas um salário mínimo por mês. Leve em conta 1/3 dos trabalhadores que ganham um salário mínimo são chefes de família e a única renda da casa.
Acredite ou não, há lugares no Brasil onde crianças nunca tomaram um banho de chuveiro na vida, que um copo de arroz é a refeição de toda uma família e que há brigas que levam a morte por um pouco de água (fonte). Ainda temos trabalho escravo, mais de 120 anos depois da abolição. Isso no mesmo Brasil em que eu e você vibramos em saber somos a nona maior economia do mundo.
Já do lado da classe média a situação é muito diferente, o IDH de bairros como Jardins, Paraíso e Vila Mariana em São Paulo é semelhante ao IDH de Paris.
Deste modo, pouco importa se a Embraer criou o mais moderno jato comercial ou o Setubal está na lista dos mais ricos da Forbes se a imensa maioria da população não possui nenhum acesso a qualquer benefício deste “crescimento econômico”.
E enquanto Mainardi, Ivan Lessa e alguns outros críticos tentam alertar da ilusão política e social que se vive no Brasil, e outros tentam com certos argumentos valídos mostrar que está tudo caminhando bem, o garoto do semáforo fica lá, sem escola, sem educação, sem quem se importe com ele, tentando apenas conseguir um real por uma caixa de chicletes. Só vamos torcer para não encontrá-lo no mesmo sinal daqui a alguns anos, tentando obter a força o que o país e a sociedade falharam em lhe proporcionar.
Porém, pra que me preocupar. Afinal, isso não tem nada a ver comigo, não é mesmo?

Ps: Queria agradecer os comentários, acho que o blog serve pra isso mesmo, pra cada um expressar sua opinião. Muitas das opiniões são contrárias as minhas e todas são publicadas, pois mais que um site, esta é uma comunidade pra você conversar, debater e expressar sua opinião.
Este blog foi desenvolvido com o objetivo de auxiliar quem vive ou tem planos de se mudar para a Austrália, seja como residente, a trabalho ou turista. Ele foi desenvolvido de forma a facilitar a busca de posts, tutoriais e artigos e visa proporcionar toda informação necessária para quem pretende vir para a Austrália. Mais que um blog o Brazil Austrália é uma comunidade interativa onde você interagir com outros usuários.
Sandro.Rehder
March 11th, 2009 em 7:29 pm
É exatamente esse o problema.
Distribuição de renda.
Isso é tem que ser criticado e redicularizado.
A questão não é se o Brasil é reconhecido no exterior, se sabem se foi o Dumond que inventou ou não o avião.
A questão é criticar a corrupção, a pobreza, a falta de distribuição de renda.
O texto do Diogo Mainardi não falou de corrupção e nem de pobreza e nem de violência.
Falou jocosamente de algo que não é problema. Tecnologia brasileira nunca foi problema.
A chave é ver como esse Brasil que tem TECNOLOGIA para fazer avião, helicóptero, submarino, carro, tem RECURSOS NATURAIS em abundância e hoje um dos melhores sistemas financeiros do mundo… vai fazer para aumentar a qualidade de vida da população que ainda está abaixo ou na linha da pobreza.
Critiquem o que tem que ser criticado.
Dêem valor ao que precisa ser valorizado.
Jerry
March 11th, 2009 em 8:38 pm
Sim, A má distribuição da renda é uma das principais causas da pobreza, mas qual o motivo da desigualdade social? Ela não é o problema, o problema é o que a gera.
Primeiro vem a corrupção, depois a má administração pública, o alto preço dos alimentos, que afetam muito mais as pessoas de baixa renda, a falta de empregos e o baixo valor do salário mínimo.
Além disso o Brasil tem um histórico de depend6encia, primeiro como colônia e depois como mercado consumidor de produtos industrializados de países ricos. Há um histórico de má administração e péssimas escolhas que levaram o Brasil a este grande abismo social que é hoje. Isso é algo impossível de se resolver a curto prazo. Além disso temos que entender que o Brasil não é o país rico que muita gente pensa.
Quanto às invenções. Tudo bem que é preciso se respeitar Santos Dumont, mas no geral o Brasil não é e nunca foi conhecido pelo que produz cientificamente ou por grandes cientistas. Claro que existem conquistas aqui e ali, mas de um modo geral o país está totalmente atrasado e foi esta a ironia na coluna do Mainardi.
Não sou defensor de títulos, mas infelizmente eles são importantes e dos mais importantes o Brasil não ganhou nenhum.
Argentina, Austrália, Chile, Índia e Irã estão na lista de países que j;a conquistaram um prêmio Nobel e o Brasil jamais figurou nesta lista. A Índia por exemplo já ganhou 8.
O que o Mainardi fez foi zombar de uma lista ridícula em que incluiram Caipiroska e o orelhão como grandes invenções brasileiras, mas concordo em parte que ele foi injusto com Santos Dumont.
Sandro.Rehder
March 11th, 2009 em 9:11 pm
Dependencia de produtos industrializados?
Sim, quando o Brasil era colônia e no início da república.
Hoje a balança comercial brasileira é uma das mais sadias do mundo industrializado:
Its trade partners number in the hundreds, with 80% of exports mostly of manufactured or semimanufactured goods.[11] Brazil’s main trade partners are: the EU (26% of trade), Mercosur and Latin America (25%), Asia (16%), the United States (14.3%), and others (18.7%).
….
After having been discovered in 1500, it was only in 1808 that Brazil obtained a permit from the Portuguese colonial government to set up its first factories and manufacturers. It was a long road to reach the position of 8th largest economy in the world. If at the beginning the export list was basically raw and primitive goods, such as sugar, rubber and gold, today 84% of exports consists of manufactured and semi-manufactured products.
…
As a result, the country, after 12 years, has achieved a positive balance in the accounts which measure exports/imports, plus interest payments, services and overseas payment. Thus, respected economists say that the country won’t be deeply affected by the current world economic crisis.
http://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_Brazil
O Brasil não é a 8a economia do mundo por vender banana…
Critique o que tem quer ser criticado.
Você colocou todas as causas e essas sim tem que ser criticadas.
Mas o Brasil com todos esses problemas, ainda assim é economicamente e tecnologicamente muito forte.
Imagina se tivessem investido em educação quantos prêmios nobel não teríamos?
Ou quantas patentes?
No início 70% por cento da nossa população era forma por escravos. Então imagina se tivessem começado a investir naquele ponto. Te garanto que o número de pobres hoje estaria pela metade.
Tudo deve ser feito a longo prazo. O que for feito hoje, só será visto em 15-30 anos.
O Mainardi tem material de sobra para ridicularizar… Mas para sensacionalizar colocou o Santos Dumont no meio.
Critiquem o que tem que ser criticado.
E dêem valor ao que precisa ser valorizado.
Como queremos ser uma nação respeitada, se nem a gente respeita o que a gente tem de bom?
Sandro.Rehder
March 11th, 2009 em 9:54 pm
Sobre a diversificação e força da indústria brasileira, vou colocar uma reportagem do NYT:
Strong Economy Propels Brazil to World Stage
http://www.nytimes.com/2008/07/31/world/americas/31brazil.html
The momentum of its economic expansion is expected to last. As the United States and parts of Europe struggle with recession and the fallout from housing crises, Brazil’s economy shows few of the vulnerabilities of other emerging powers.
It has greatly diversified its industrial base, has huge potential to expand a booming agricultural sector into virgin fields and holds a tremendous pool of untapped natural resources. New oil discoveries will thrust Brazil into the ranks of the global oil powers within the next decade.
Yet while exports of commodities like oil and agricultural goods have driven much of its recent growth, Brazil is less and less dependent on them, economists say, having the advantage of a huge domestic market
E uma coisa interessante da reportagem da Time que eu coloquei anteriormente. Fala das coisas ruins, mas também coloca outro dado interessante alcançado em 6 anos.
The One Country That Might Avoid Recession Is…
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1883301,00.html
Brazil still faces huge challenges; its education system is dysfunctional, its political system squalid, corruption endemic. But consider: 53% of Brazil’s 190 million people now occupy the middle class, up from 42% in 2002.
Bom… deixa eu parar de escrever. Porque pelo jeito, todos os jornais do mundo estão fantasiando demais.
Quando eu coloquei na aussileiros há exatamente dois anos atrás sobre a crise que está acontecendo hoje… todo mundo achou que os economistas e jornais também estavam fantasiando: http://www.orkut.com/Main#CommMsgs.aspx?cmm=8930056&tid=2516535634251964410
Jerry
March 11th, 2009 em 9:56 pm
Sandro, acredito que a muita gente realmente não respeita o que o Brasil tem de bom, mas não acho que este é o caso.
Todas as más decisões do passado influenciam no que o Brasil é hoje. Hoje temos uma economia mais forte, mas ainda pagamos pelas más escolhas que vem desde a época em que éramos colônia.
Acho errado quem vive criticando o Brasil sem bases, que por sinal é a maioria dos que tem emigrado. Mas também há muitos pontos em que o Brasil precisa ser melhorado e outros que já estão desesperadores.
A má distribuição de renda que gera tantos problemas só mostra o quanto o Brasil ainda está atrasado em todas as áreas. Não tem como um país estar bem e ao mesmo tempo apresentar estes graves problemas
Não dá para acreditar na festas de boas notícias que se tornou o governo Lula.
O Brasil pode estar com sua economia mais forte, mas ainda está longe de ser um país desenvolvido.
Se o Brasil estivesse bom eu, e muitos outros brasileiros no exterior provavelmente estariamos morando lá e não aqui ou em qualquer outro lugar.
Quanto a educação. O que esperar de um país onde quase metade dos professores da maior e mais desenvolvida cidade do país tiraram nota abaixo de 5 no teste realizado pela Secretaria Estadual da Educação?
Sandro.Rehder
March 11th, 2009 em 9:58 pm
Notícia fresquinha do SMH que menciona o nosso atrasado Brasil.
Sei lá para que mencionar o Brasil… Um paísinho fulera e primata daquele não deveria nem ser convidado.
http://news.smh.com.au/breaking-news-world/us-urges-g20-to-back-economies-throughout-crisis-20090312-8vg1.html
Geithner also urged the G20 countries to take swift actions to help emerging market and developing economies weather the worst economic slump in decades.
The G20 includes the Group of Seven industrialized countries — Britain, Canada, France, Germany, Italy, Japan and the United States — the European Union and leading emerging powerhouses such as China and Brazil.
Jerry
March 11th, 2009 em 10:10 pm
Sandro. Sinceramente não entendi a notícia. Apenas diz que eles querem que os países do G20, que incluem além do Brasil a miserável Índia, África do Sul e a Turkia, a tomarem rapidamente medidas para ajudar a desenvolver economias de mercado emergentes.
Que o Brasil é uma forte economia atualmente, disso não tenho dúvidas e nunca falei o contrário. Agora que é atrasado isso é um fato e não uma crítica.
Por que não dá pra achar “avançado” que um país em que quase metade da população economicamente ativa vive com $178 dólares por mês.
Sandro.Rehder
March 11th, 2009 em 10:22 pm
Bom, pelo menos a gente chegou num consenso que o problema não é indústria, ou falta de tecnologia.
E que hoje temos um economia forte.
Também chegamos no consenso que:
O Brasil é atrasado em distribuição de riqueza… e daí vem todos os males como pobreza, favelas, criminalidade. E tudo mais que nos dá um desespero danado.
Isso não tem nada há ver com desenvolvimento industrial ou tecnológico.
Isso é cultural e fruto do nosso passado colonial e escravocrata. Ou mesmo da atitude exploradora e egoísta que não tem respeito por ninguém.
O escravo saiu da senzala para viver na favela. Ainda hoje, continua ganhando quase a mesma coisa. Ou seja, do nada para o quase nada.
É isso que tem que ser criticado e consertado.
Eu não moro na Austrália porque acho o Brasil tão terrível. Eu gosto daqui porque nesse país, apenas 17% das pessoas que terminam o colegial chegam a faculdade… Então eu sou tratado como gênio no trabalho. E como eu cheguei na Austrália com 22 anos, toda minha carreira foi feita aqui nesses 10 anos… E agora com 32, tenho uma certa preguiça de ter que começar de novo em outro país.
Fabius
March 12th, 2009 em 4:01 pm
Jerry! Realmente fiquei admirado com sua humildade. Já estou a muito tempo farto de tanto ver a ignorância por parte da classe média alta e da classe AAA. Precisamos de pessoas com esse tipo de visão, que entendam que se a vidad do cara lá no semáforo não melhorar a vida de todos não irar melhorar.
Para finalizar só gostaria de dizer que o Brasil é apenas um território e que ele não tem culpa de nada. Os culpados são as pessoas que nele habitam. Pessoas que não tem sequer o mínimo de educação para saber que garrafas long neck não devem ser atiradas pelo vidro do veículo, que não se deve atirar o lixo em qualquer lugar e principalmente que trapaçaear é errado. Essa é a minha grande disiluzação “As pessoas do Brasil”.
Fernanda Ayumi
March 13th, 2009 em 6:15 pm
A temática da má distribuição das riquezas do país começou há muito tempo, né. Em verdade, desde o primeiro minuto de ‘existência’ do Brasil (do ponto de vista europeu), ninguém estava pensando no índio, no escravo, no pobre. Os caras vieram para explorar e retirar os recursos naturais, o ouro, e levar para suas próprias pátrias, e não para distribuir religiosamente esta renda em partes iguais entre os pobres, miseráveis, analfabetos, escravos e mortos de fome, com o nobre objetivo de promover o bem-estar social e o desenvolvimento humano. E este pensamento não é de ontem, é de 500 anos atrás. Neste tempo eles dizimaram e escravizaram a população indígena, ‘transplantaram’ os negros pra cá, tiraram as riquezas, e mandaram embaladinhos pra Portugal (que na continuação do esquema caíram na mão da Inglaterra). E a população… bem, se as tribos de escravo/índio X ou Y são rivais mortais, se os portugueses encheram as índias e escravas de filhos mestiços bastardos que terminariam sem pai e na miséria, se esta população de base [da pirâmide social] não recebeu qualquer tipo de educação (mal recebiam um prato de comida, quem sugeriria educação?!), “isto não era problema deles”. Quando a escravidão terminou, e aí? O escravo virou favelado. Continuou um morto de fome, só que agora com a “grandi meioria mar meró di boua” da liberdade. Só que quando ele era escravo, ao menos ganhava comida e moradia do seu Senhor (por pior que fossem), livre ele não tinha nem isso. E tudo que mudou desde então foi que inventaram a globalização e vários balofos engravatados vem nos chamar de ‘queridos consumidores’ ao invés de (mas pensando em) ‘pobres fedidos’. Pra quê, tirar o pouco dinheiro que conseguimos produzir, e claro, os recursos naturais, que podem esbanjar e poluir os nossos mas não pode no deles
, e claro, novamente, que a população e o desenvolvimento social, a distribuição igualitária da renda que eles geram e lucram para todos os trabalhadores (que é sim enorme, mas fica toda no bolso dos patrões) nunca foram o objetivo destes indivíduos, mas o lucro pessoal. O garoto do semáforo é problema dos pais dele. E a população aprende com sua história, oras. Onde mais haveria tanta informação e experiência comprovada de mesquinhice que na própria história do Brasil?
Israel Fernandes
March 23rd, 2009 em 1:46 pm
Olhem! Antes de mais nada é necessário termos muita cautela na hora de tirarmos conclusões. Para podermos analisar o Brasil temos que ter uma visão sistêmica do país.
A luta por uma melhor condição de vida decorre do fato de termos a disposição de encararmos a realidade de frente, tal como ela é.