Eu sempre digo que a Austrália é um país extraordinário e sei que não estou sendo otimista em minha constatação. Porém a Austrália não é um país extraordinário para todos. Cada um tem sua experiência pessoal e baseado nestas experiências vejo todos os anos uma enorme quantidade de brasileiros voltando para o Brasil extremamente chateados e decepcionados com a Austrália. Mas se a Austrália é um país extremamente seguro, com lindas praias, uma qualidade de vida incomparável, altos salários, povo amigável, clima perfeito e muitas riquezas, como pode alguém se decepcionar com este país?

Bom, abaixo vou passar 10 Dicas para que você não evite passar por decepções aqui e tente aproveitar o melhor da Austrália. Porém, se depois das dicas você quiser ler um pouco mais vou contar a história de um conhecido que acabou se decepcionando bastante aqui, porém demorou muito para perceber isso.

1 – Baixe Suas Expectativas

“I find my life is a lot easier the lower I keep my expectations.” ― Bill Watterson

A Austrália é o melhor país do mundo, tudo lá funciona perfeitamente, vou ser super bem recebido, ter um emprego legal, ir pra praia, curtir a vida e finalmente ser feliz! Não se iluda. Nenhum lugar é assim. Todo lugar tem seus problemas e se você não está aqui de férias, mas está procurando emprego, tendo que trabalhar, pagando as contas e querendo algo da vida certamente passará por problemas. Não crie expectativas muito altas sobre sua vida aqui.

2 – Não Crie Planos Definitivos.

Do not boast about tomorrow, for you do not know what a day may bring. Proverbs 27:1

Vou pra Austrália, estudar em uma boa faculdade, arrumar emprego na minha área, casar com uma australiana, ter três filhos e passar o ano novo em Fiji. Muita gente já vem pra Austrália com o roteiro completo de como será a vida aqui. Da mesma forma que você não sabe nem se estará vivo amanhã, não queira prever cada detalhe da sua vida aqui, pois muita coisa muda e muda o tempo todo. Dê espaço para o imprevisível.

3 – Não Confie Demais

“Love all, trust a few, do wrong to none.” ― William Shakespeare, All’s Well That Ends Well

Os Australianos são todos honestos e jamais fariam mal a ninguém. Aham! Vai acreditando nisso. Enquanto a maioria dos Australianos é formada por pessoas decentes vale lembrar que nem todos são assim. Existe gente pilantra, desonesta, mau caráter e trambiqueira em todo lugar e  de todas as nacionalidades. Por confiar demais muitos brasileiros acabam sendo enganados, sem passados pra trás ou em muitos casos (como já presenciei algumas vezes) estragando completamente uma experiência que tinha tudo pra ser legal.

4- Dê Tempo ao Tempo.

“You can have it all. Just not all at once.” ― Oprah Winfrey

Muita gente quer conquistar o mundo em uma semana. Isso nunca irá acontecer. As pessoas que vi se dando bem aqui conseguiram seus objetivos ao longo de muitos anos. Nada de bom acontece da noite para o dia.

5 – Tenha Limites

“If the problem can be solved why worry? If the problem cannot be solved worrying will do you no good.” ― Śāntideva

Muitas pessoas perdem o limite quando chegam aqui. Perdem o limite do quanto podem beber, do quanto podem gastar, do quanto podem curtir e até do quanto conseguem trabalhar. Respeite seus limites para ter sucesso aqui.

6 – Não Trabalhe em Empregos Difíceis por Muito Tempo

Você pode até ser cleaner de peixaria por um tempo, mas se você fizer isso por muito tempo acabará odiando sua vida aqui e querendo voltar correndo para o Brasil. Muita gente sai de uma vida confortável no Brasil e aqui, por necessidade na maioria das vezes, vai para o outro extremo. Procure ir mudando para empregos melhores a medida que vai se estabilizando no país e melhorando o inglês

7 – Não Gaste Demais, não economize demais

Too many people spend money they earned..to buy things they don’t want..to impress people that they don’t like. –Will Rogers

Tenho uma amiga que juntou tanto dinheiro aqui, mas tanto dinheiro ao longo de dois anos, que nos últimos 3 meses deu a louca e gastou quase um terço do que tinha juntado com roupas, bolsas e outras coisas e o restante levou com ela pro Brasil. Se dedicou tanto aqui e se sacrificou tanto que nas últimas semanas aqui não podia nem ouvir falar a palavra Austrália.

8 – Não Leve Desaforo pra Casa

No one can make you feel inferior without your consent. ~Eleanor Roosevelt“

Seja humilde, educado, mas não baixe a cabeça ou se sinta inferior a ninguém. Seja responsável, dedicado e respeite seus superiores, mas jamais deixe que isso se torne um abuso. Em meu primeiro emprego aqui como Web Developer um dia um cliente me ligou e depois de eu tentar explicar para ele por 3 horas o que era um wireframe ele me xingou ao telefone. Eu calmamente só respondi o seguinte: Você é corajoso pra caramba pelo telefone, agora eu quero ver você vir aqui e falar isso que você falou na minha cara. Eu tenho uma reunião com você na semana que vem e quero ver se você é homem mesmo de falar isso na minha frente.

Em 1 minuto ele passou de ogro a um ser apologético. Não adiantou. Bati o telefone na cara dele e esperei ser mandado embora (toda a empresa ouviu nossa conversa). Quando desliguei meu manager na época veio até mim e falou: Você fez muito bem Jerry, tem cliente que é muito folgado.

O que quero dizer com isso é que se você se fizer de capacho as pessoas vão passar em cima. Seja educado, respeite os outros, mas não permita ser desrespeitado. Você não precisa e de modo algum deve sair na porrada ou gritar com alguém (se bater em alguém pode ser preso), mas deve deixar claro os limites que qualquer pessoa aqui deve ter com você. Respeito e Educação é a melhor maneira de garantir dentes saudáveis.

9 – Não Espere Ter um Inglês Muito bom em 6 Meses

“If you had started doing anything two weeks ago, by today you would have been two weeks better at it.” ― John Mayer

Inglês é que nem exercício físico, você só fica bom depois de muito tempo de prática constante.

10 – Não Busque Atalhos

“There are no shortcuts to any place worth going.” ― Beverly Sills

Eles simplesmente não existem

A História do Freddy

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Como mencionei no começo, vou lhe contar a história de um amigo que me procurou há algumas semanas. Para manter sua privacidade, vamos chamá-lo de Freddy.

Conheci o Freddy através de um amigo em comum. Estava passando pela city na volta do trabalho quando um amigo me ligou convidando para um café. Tinha um compromisso em duas horas, mas como na época eu tinha acabado de iniciar em um novo trabalho e ainda estava naquele stress inicial de adaptação à nova empresa e ambos estávamos na mesma região fiz uma pequena parada para poder descontrair um pouco ao final de um longo dia e nesta parada acabei conhecendo o Freddy.

Na época Freddy estava na Austrália a quase o mesmo tempo do que eu, eu havia chegado em 2006 e ele em 2005. Meu amigo o havia conhecido através de um amigo do Brasil que o havia pedido para dar uma força ao Freddy. O Freddy tinha estudado inglês por quase 8 meses, um tempo bastante longo até para o mais paciente dos brasileiros e tinha acabado de concluir a primeira parte de um curso de Business e estava tentando algum emprego na sua área de formação e atuação no Brasil, administração.

Freddy já estava com 33 anos de idade e estava começando a se preocupar por estar tanto tempo sem conseguir algo na sua área na Austrália. Enquanto decidia qual curso iria se matricular desta vez para renovar seu visto ele trabalhava como jardineiro em uma empresa do que prestava serviços de jardinagem e paisagismo durante a semana e aos finais de semana muitas vezes conseguia um “shift” de garçom ou Kitchenhand .

Mas Freddy já estava cansado de lavar pratos e cortar grama. Queria crescer na vida, arrumar um emprego na área e quem sabe conseguir o visto de residência.

“- Agora estou enrolado com esta espanhola e minha chance de conseguir um visto foi pras P#$%&.”

Me disse ele um tanto desanimado. –

“Se pelo menos fosse uma australiana eu pegava o visto e ficava sossegado.”

Nem tanto. De fato desde o namoro até um relacionamento que pode se tornar em um compromisso que leve a um casamento e a obtenção do visto, muitos anos geralmente tem que se passar. Mas evitei comentar sobre o assunto para não deixá-lo ainda mais desiludido.

“- Jerry, você é o cara pra dar uma solução pro meu amigo. – Afirmava meu amigo enquanto dava um tapinha nas costas do Freddy.”

Começamos a conversar e rapidamente (pois estava com pressa) lhe falei sobre algumas opções que ele tinha.

“- Contabilidade? Não, não curto matemática – Me respondeu Freddy enquanto eu falava sobre a primeira opção”

“- Estatística? Não, nem a pau. Não tem que fazer faculdade pra isso aqui?”

“- Cara, sinceramente eu não to afim de fazer outra faculdade. Eles estão precisando de Personal Trainer aqui?”

Sim, provavelmente estão, mas infelizmente Personal trainer, Piloto de Corridas e Jogador de Futebol não estão na lista de profissões que permitem que você aplique para a residência, talvez justamente por que todo mundo quer trabalhar com isso.

Mas continuei. Expliquei algumas opções que ele teria caso quisesse trabalhar em sua área e rapidamente Freddy perdeu interesse em sua carreira e começou a contar sobre a Tailandesa com quem ele estava de rolo.  Opa? Como assim? Pensei que ela fosse espanhola. Perguntei irônico.

– Ih… Paeja é bom, mas quem consegue almoçar Paeja todo dia? De vez em quando a gente precisa de um Stir Fry. – Disse ele dando risada.

De fato Freddy era um cara engraçado, daqueles que todo mundo fala como o cara é de bem com a vida. Estava aproveitando tudo que a Austrália tinha para oferecer, mas só tinha um problema que ele não percebia. Ele já estava fazendo isso há muito tempo

Continuamos a conversa, trocamos contato e todos os anos, pelo menos uma ou duas vezes por ano ele me liga desesperado perguntando o que fazer, Já namorou mulheres de todo mundo. 3 australianas, 2 tailandesas, uma coreana, 1 Tcheca e uma infinidade de brasileiras. Fora os 300 outros rolos que ele sempre tinha aqui e ali. O mais impressionante é que Freddy não é um cara considerado bonito, mas por outro lado é muito bom de papo.

Porém há mais de um ano não ouvia falar dele, até que, na volta da festa de natal da minha empresa, enquanto seguia para o carro, vejo um ser cambaleante abraçado a uma menina seguindo em minha direção. Como eu estava vestido de Harry Potter (a festa foi a fantasia) era difícil não me notar na rua.

Jerry!!! Falou ele gritando. Que roupa de veado é esta? Disse ele rindo

Conversamos, expliquei que estava vindo da festa da empresa e ele ficou perguntando onde eu estava trabalhando, o que eu fazia, e todos os detalhes imagináveis sobre meu trabalho.

Ficamos de nos falar depois e no dia seguinte ele me liga, agora já sóbrio.

Disse que ia fazer 8 anos que estava na Austrália, que o país era uma porcaria, que o australiano era racista e não contratava estrangeiro, que o país é fechado, que tudo era caro, e me contou suas teorias de como os australianos não querem mais estrangeiros vindo pra cá.

Apesar de discordar de todos os pontos que ele citou, resolvi não rebater para a conversa não virar uma discussão. Então ele me disse que estava voltando pro Brasil, que ia montar uma empresa com um “camarada” dele e que se não fosse isso já tinha um amigo que trabalhava numa grande empresa que ia ver se arrumava algo pra ele, e que em janeiro estava indo embora de vez da Austrália.

– Estes brasileiros ficam aqui limpando privada de Australiano e achando legal? Vai se F##@! Os caras ficam ai 10 anos nesta vida. Eu que não quero isso pra mim. To fora. Já to com a passagem marcada. 3 de janeiro eu to indo embora pro Brasil.

Coincidentemente ou não (não perguntei) Freddy vai pro Brasil no dia do seu aniversário. Freddy chegou à Austrália como um garoto de 29 anos de idade, que morava com os país no Brasil e cheio de sonhos na cabeça e agora vai embora para o Brasil quase um senhor. Em 2 anos ele fará 40 anos e sei que ele nunca imaginou que estes anos na Austrália passariam tão rápido.

No currículo para sua nova etapa no Brasil Freddy está levando diversos cursos que nunca lhe serviram pra nada, um bom inglês para o nível brasileiro e talvez uma centena de namoradas e rolos que ele fazia questão de exibir com orgulho.

Mas apesar de toda diversão, festas, mulheres, viagens e tudo mais “de bom” que o Freddy aproveitou por aqui, ainda assim ele estará voltando para o Brasil extremamente ressentido com a Austrália. Aos 28 anos de idade Freddy ainda estava parado nos 19 e aos 33 nos 23. Hoje, há poucos anos de fazer quarenta, vai começar a vida profissional pior do que um garoto de 21 recém saído da faculdade.

Certamente seus amigos do Brasil estão casados, com filhos, família, bons empregos e vivendo uma realidade totalmente diferente da de Freddy.

O que acontece com Freddy é o que eu vejo acontecer dia após dia com muitos brasileiros aqui, a diferença é que a maioria não espera tanto tempo para voltar para o Brasil, mas a história em grau menor ou maior é a mesma pra todos.

Conheci recentemente uma australiana que morou 1 ano no Brasil e 2 na Europa logo após terminar a faculdade. Ela só tinha coisas boas pra falar do Brasil. As festas, a animosidade brasileira, os brasileiros, o Rio de Janeiro e tudo mais que você imaginar. Ela simplesmente se apaixonou pelo Brasil. Qualquer brasileiro ouvindo o discurso dela se pergunta se ela foi pro Brasil mesmo.

Mas agora ela está de volta há quase seis meses, não consegue emprego. Em todas as entrevistas perguntam o que ela ficou fazendo nestes últimos 3 anos e ela diz que ficou estudando no exterior, mas se não for um excelente curso ou um MBA em uma reconhecida faculdade da Europa, certamente não vai acrescentar muito. Suas amigas da faculdade estão todas trabalhando e ela tem trabalhado como garçonete enquanto tenta algo na sua área de atuação. Ela não se diz arrependida de ter passado os últimos 3 anos viajando, mas percebeu que enquanto estes 3 anos pararam pra ela, continuaram acontecendo pra todo mundo.

Mas por que estou dizendo isso? Justamente por que muitos brasileiros que vem viver aqui acabam se decepcionando demais com a Austrália e voltando para o Brasil chateados.

Mas eles não entendem que o mercado de trabalho na Austrália hoje está muito mais dinâmico e saturado do que estava quando cheguei aqui há 8 anos. Conversei com um amigo que abriu uma vaga para programador na sua empresa e ele me disse que recebeu sem exagero mais de 100 currículos. Esta semana em um programa sobre imigração na TV uma engenheira civil do Chile, que chegou aqui como residente permanente, estava reclamando que estava há 3 anos aqui já e não conseguia nada na área e estava trabalhando de cleaner durante todo este tempo.

Então o ministro da imigração (uma pessoa com a qual não simpatizo) falou algo que eu não posso discordar. Ele disse: O que você tem investido na sua carreira para conseguir empregos aqui? Você tem feito cursos? Tem melhorado seu inglês? (o inglês dela era fraco), tem se especializado?

O problema é que a pessoa acha que vai chegar aqui e o mercado vai recebê-los de braços abertos. Não é assim. Entrar no mercado de trabalho na Austrália está cada vez mais difícil. Do dia que eu cheguei na Austrália até hoje mais de 2 milhões de novos profissionais qualificados entraram no país. Fora isso o governo tem incentivado demais o Australiano a estudar e entrar no mercado em áreas que exigem graduação. Recentemente tive um amigo Australiano largou seu trabalho como Handyman (um tipo de faz tudo na área de reparos e serviços) para estudar engenharia. Agora imagine que você vai chegar aqui pra competir com um cara que se formou em uma faculdade Australiana, tem ajuda do governo para conseguir colocação no mercado de trabalho e fala um inglês perfeito (que não importa quão bom seja seu inglês jamais será igual a de um nativo). Isso sem contar os profissionais mais experientes no mercado.

Vire e mexe também conheço profissionais de TI do Brasil que chegam aqui como residentes permanente e às vezes ficam mais de 1 ano pra conseguir um emprego. Alguns não conseguem e acabam voltando pro Brasil. Outros se especializam e acabam conseguindo depois de um tempo.

Existem empregos, tem muitos brasileiros conseguindo, mas a realidade de 2014 é muito diferente da realidade de 2006 e daqui pra frente a tendência é do mercado se tornar mais exigente e saturado a cada ano que passa.

Não tem o menor problema você querer curtir a vida na Austrália, aproveitar as coisas legais que existem aqui, querer curtir as festas, as baladas e ter “The time of your life” na Austrália, o problema é você investir seu tempo, energia e dinheiro nisso e esperar colher resultados profissionais. Não há como. Invista hoje naquilo que você quer colher daqui a 2, 3, 4 anos. Seja em relacionamentos, em estudos ou em sua carreira.

 

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Jerry Strazzeri
Jerry Strazzeri vive na Austrália com sua esposa desde 2006. Trabalha como Analista Digital na Austrália já tendo trabalhado em empresas no Brasil e Estados Unidos. Cidadão Australiano, junto com seu trabalho está concluindo uma graduação em Leadership. Junto com sua esposa Michelle, foi responsável por diversos sites na área de educação e TI e criaram o Brazil Austrália em 2006 para ajudar aqueles que estavam imigrando ou vindo estudar na Austrália. "Mas eu e a minha família serviremos ao Senhor" ~ Josué 24:15 Veja meu outro blog - Siga-me no Quora

22 COMMENTS

  1. Muito bom o post e a riqueza do texto. Eu lembrei de um ditado popular que diz o seguinte: “A vida é dura pra quem é mole”. Algumas dúvidas que eu estava precisando tirar você conseguiu responder. Esta questão da concorrência hoje em dia no mercado de trabalho é a principal, embora quando se fala de TI fala-se de um leque enorme de sub-áreas dentro de TI (Web, Infra, ERPs, Dev, etc).

    Tenho certeza que o perfil Freddy não se sairia bem em muitos outros países que como a Austrália são exigentes na qualificação da sua mão de obra, ainda mais para estrangeiro que já larga atrás por não ter inglês como primeiro idioma. Ou seja, para conquistar um lugar ao sol (ou melhor, na sombra!) , cada um tem que por muito esforço, foco e dedicação e contar um pouco com a sorte acredito eu.

  2. Legal a conclusão, Jerry !! “Invista hoje naquilo que você quer colher daqui a 2, 3, 4 anos. Seja em relacionamentos, em estudos ou em sua carreira.”

  3. Texto perfeito! Concordo com tudo que foi dito e com sua opinião e posicionamento em relação ao caso do Freddy. Acredito que as pessoas se abrem a oportunidade de morar em outro pais, porém não se abrem a oportunidade de estudar outra coisa. Se o curso no qual você se formou não está dando resultado, porque não tentar outro curso que de a residência permanente?

    Mas as pessoas preferem dizer que não gostam disso ou daquilo e que não tem outra opção. Só não tem opção quem não quer, as vezes é necessário fazer algo que não se gosta para lá na frente ter oportunidade de fazer o que se quer.

    Se o Freddy tivesse feito contabilidade ou qualquer outro curso talvez já estivesse estabilizado na Austrália. Meu objetivo é tentar o reconhecimento do meu diploma em Direito e cursar as matérias obrigatórias para me tornar Solicitor na Austrália, no entanto se tudo der errado, estando ai eu posso ver outras opções e tentar outras coisas. Acredito que só fracassa quem desiste. Não conseguir o que almeja é algo que acontece e se você tentar tudo e mesmo assim não conseguir, pelo menos vai ter tentado.

    Vejo muita gente indo sem maturidade para outros lugares, como você mesmo descreveu Jerry. Espero que seu texto faça todo mundo refletir como eu refleti em vários pontos.

    Abraço e tudo de bom.

    • Olá. Também sou formado em Direito aqui no Brasil enxergo as coisas do seu jeito: tentar por um caminho e, se não for possível, partir para outras possibilidades, com certeza, com a maior humildade. Agora, entretanto, fiquei curioso: quanto demora, aproximadamente, para que uma um brasileiro graduado em ciências jurídicas conseguir se tornar solicitor na Austrália?
      Obrigado

  4. Jerry, texto excelente…

    Tenho considerado muito a possibilidade de migrar para a Austrália, principalmente após as eleições deste ano. Sou médico urologista e vejo a cada dia, a cada fala dos governantes que minha classe, e desta forma eu inclusive, seríamos os culpados pelo péssimo sistema de saúde que temos. Sou casado, tenho um filho de 1 ano e meio, sou crente e sirvo ao Senhor na Igreja Presbiteriana na Luz São Paulo.
    Não consigo mais suportar esse discurso que vemos hoje por aí… Por isso conversei muito com minha esposa e estamos dispostos a mudar do Brasil, exatamente com essas reflexões que você fez neste post. Fiz contato com uma agência de migração aqui no Brasil, chamada Southern Cross Alliance, que me recomendou entrar em contato com os órgãos de regulação dos profissionais médicos da Austrália ( medical board) para fazer a validação do diploma.
    No post passado você fez uma entrevista com uma colega médica que está trabalhando ai. Se for possível, se ela autorizar, poderia por favor passar o contato para poder entender melhor como funciona a migração para médicos para a Austrália?
    Perdoe o tamanho da mensagem é muito obrigado pela atenção.

  5. Ola Jerry!
    Gosto muito da maneira que vc coloca as coisas! Parabéns!
    Nem sempre concordo com que vc escreve mas admiro muito a sua disponibilidade e generosidade por aqui! =)
    Adoro seu blog!

  6. Lendo estes comentários me da mais desespero, estou me planejando bem pra ir morar na Austrália.
    Este blog é simplesmente excelente, da pra ter a noção de como não flutuar nas nuvens e sim no chão mesmo.
    Sou Engenheiro e sempre fico buscando atualizações sobre o mercado de trabalho lá, mas não esta nada fácil pra quem não tem experiência australiana, todo o emprego já diz no folder, exigência de experiência no país. Isso me da mais temor, mas mesmo assim não vou desistir, mesmo com o mercado saturado por lá, pretendo ter um espaço.

  7. Parabéns pelo poste! Leio todos e realmente me ajuda muito e insentiva, moro na Austrália há 8 meses e apesar de não trabalhar estou me preparando para em 2015 voltar para o mercado d t, realmente suas dicas são uma bênção! Deus abençoe vc e sua família

  8. Puxa que bencao tem sido ler seus artigos, de fato a historia desse homem e muito contruitiva pra quem um dia pretende ir. como eu sempre digo as pessoas mais sabias sao aquelas que aprendem mais com os erros dos outros do que com seus proprios erros. aprender com os proprios erros e facil, ate um camundongo aprende. obrigado por um artigo tao construtivo e acertivo. abs

  9. Se a Austrália está ficando cada vez mais difícil de conseguir um emprego, imagine em outros lugares do mundo (desenvolvidos, é claro). Muitas vezes penso que o Brasil é um pouco atrasado em relação a outros países quando se fala em qualificação de profissionais. Só agora o Brasil está tendo essa cultura de qualificação, mas ainda assim, está bem aquém do desejado. Acho que a situação da Austrália é a mesma que em vários países desenvolvidos.

    Mas e na situação de um brasileiro ou estrangeiro que vai se qualificar em uma nova profissão dentro da Austrália, caso o mesmo seja especializado em uma área fora da lista das profissões em demanda: As possibilidades de conseguir um emprego aumentam? Ou mesmo assim, o mercado sempre vai dar preferência para um australiano nato?

  10. Jerry, muito bom post!

    Teu blog é um das minhas maiores referências, então quero aproveitar e agradecer a ti e a tua esposa pela dedicação em manter esse espaço.
    Já li comentários teus sinalizando que as pessoas tem o mau hábito de não te agradecerem… então, fiz isso, pq realmente tem me ajudado e muito! rsrsrs…
    Gostei especialmente por que, eu pelo menos, tenho fases de “Freddy”. O que acho até justo.
    Acho que o item 7 da tua lista diz tudo… não se pode ser extremo demais.
    Vou para Austrália com planos iniciais de ficar 7 meses, porém tenho pelo menos 3 alternativas para quando o fim desse período chegar. Acho que tem que ser flexível. Sou engenheiro e pretendo fazer uma pós… se não der certo, penso em cursar Matemática… e se ainda assim não rolar, vou tentar outra alternativa.
    Mas, só chegando aí prá ver onde a vida vai nos levar!

    Grande abraço!

  11. Muito bom. Feliz que alguem colocou no papel um pouco da realidade daqui.
    Estou pra completar um ano e estou na luta para ficar. Eu sei que nao esta facil e estou fazendo o melhor para isso com os pes no chao.
    O triste é ver uma galera vindo e achando que é facil e indo embora revoltado.
    Maravilhoso o texto!!
    Espero que ajude !!

  12. Excelente texto. Riquissimo em detalhes. Senti como se minha mente estivesse dizendo isso tudo para mim. O mais engraçado é que exatamente hoje, comentava com amigos de todas essas dúvidas, incertezas e me surge esse texto impecavel. Como um tapa na cara.. Tão real…

  13. Adorei esse post. Pretendo ir trabalhar e estudar na Austrália daqui a alguns anos, esse seu texto me mostrou tudo o que eu realmente precisava ver.
    Agora só preciso colocar em prática em não criar expectativas rs ansiedade, país novo, tudo novo.. meio difícil, mas não impossível!
    Parabéns mais uma vez! Beijos ♥

  14. Parabéns pelo texto! Amei a história. Serve como um excelente alerta para não cairmos na perigosa tentação de achar que de apenas o fato de estar morando no exterior automaticamente nos tornará profissionais mais qualificados.
    Passado o período inicial de adaptação, ou você se desenvolve ou estará perdendo tempo.

  15. Quanta lucidez, Jerry (como de praxe). Com certeza, essas regras aí as quais você citou servem para qualquer trabalho que exija qualidade do trabalhador, principalmente quando se fala de países organizados, como é o caso da Austrália, Nova Zelândia, Noruega, EUA, Japão, etc.
    Espero que os próximos anos que mais cedo ou mais tarde serão de recessão mundial (alguns estão dizendo que será pior que a de 2008 – espero que não!), continuem generosos com a Austrália, que é o país onde pretendo residir pelos próximos anos de minha vida.

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