O Comitê Olímpico da Austrália, criou uma cartilha para os seus atletas, na qual proíbe a ida deles a favelas durante a presença da delegação no Rio para os Jogos Olímpicos.

A decisão, foi divulgada pelo jornal australiano Herald Sun, foi baseada no assassinato da turista Argentina que aconteceu na praia de Copacabana.

O responsável pela delegação Australiana, Kitty Chiller, disse que os atletas podiam ir onde quisessem em Londres 2012, mas agora não vão poder ir a todos os lugares na Rio 2016. Nós não queremos ser um “Big Brother”, eles podem passear em Copacabana, não queremos que os atletas fiquem presos no seus quartos, mas nós temos o dever de zelar pela vida deles.

“Nós amamos o Brasil e estamos ansiosos para compartilhar a emoção das Olimpíadas. O Rio teve um ótimo progresso na preparação para os Jogos e não temos dúvidas de que o Rio vai surpreender.”

“Vão existir protocolos. Atletas mulheres não devem andar sozinhas fora da vila, os atletas não devem sair com nada que não estejam preparados para perder, sempre colocar 10 dólares no bolso para dar, caso sejam assaltados.”

O comitê ainda disse que, iria entender se as atletas australianas que estão planejando começar uma família após a Rio, escolhessem não participar dos jogos olímpicos por causa do vírus Zika.

A declaração gerou críticas do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB). “Existe muita ignorância sobre o Rio e o Brasil, além de um certo de dramatização de como as coisas são. Cá entre nós, o comitê australiano tem sido fonte de agressões contra o Brasil. E a gente ama Sydney”, comentou o prefeito.

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Michelle Strazzeri
Casada com o amor da minha vida. Mãe da Felicity que enche minha vida de cor e alegria. Apaixonada por Jesus e com a vida que eu pedi a Deus <3

3 COMMENTS

  1. Infelizmente o que o comitê australiano disse é pura verdade. São nossas autoridades que fecham os olhos e ridicularizam as opiniões sinceras de outros países. Se bem que, durante o evento, as autoridades vão dar um jeitinho de “maquiar” o Rio de Janeiro com reforço na segurança, como fez na Copa de 2014, dando aos brasileiros e turistas uma sensação de segurança temporária. Mas quando o evento terminar, os atuais problemas que assolam a cidade vão continuar.

  2. Sou carioca da gema e nunca aconteceu quaisquer violência pessoalmente. Sim, conheço quem passou por experiências desagradáveis. Também conheço pessoas que passaram por experiências ruins em N.Y., Londres, Paris, Sydney etc. Acontece mais besteira na Europa, os australianos fazem farra como em Londres e alguns foram retirados do time, do comitê. É triste a má fama do Brasil, morei e viajei nos “4 cantos do planeta” e a violência do Rio é o primeiro assunto convocado na conversa. Infelizmente essas caricaturas começam dentro de nossa própria casa; a maioria dos “posts” do FB Brasil são recheados com reclamações locais. Não nego nossos problemas atuais gravíssimos da Pátria amada. Alguns problemas podem começar a serem solucionados se não fôssemos tão teimosos ao invés mais unidos e amplos com as opiniões. Embora que faça parte da cultura, o nosso desabafo aberto e crítico, porém isso o “bate-boca” cresce nutrindo a mídia enfim, os australianos levaram ao pé da letra. Não sabem o que estarão perdendo.

    • Eu até entendo o seu ponto de vista. Eu também nunca fui vítima pessoalmente, mas vi com meus próprios olhos graves incidentes por aqui. Realmente há problemas de segurança em qualquer lugar do mundo. Mas a diferença é que no Brasil os bandidos, em sua maioria, praticam seus crimes agindo com violência, ameaçando e agredindo vítimas para roubar. Já em Nova Iorque, Londres, Paris, Sydney, etc, os bandidos agem de forma bastante sutil e se aproveitam da distração das pessoas para furtar (entendeu a diferença do roubo para o furto?). Geralmente essas vítimas nem percebem quando são furtadas. No final, quem fica atento com seus pertences ao visitar esses lugares tem uma possibilidade muito pequena de ser vítima desses incidentes. Só não pode ficar dando bobeira, achando que os países de “primeiro mundo” são absolutamente seguros. Mas fora isso, não dá pra comparar a sensação de segurança desses lugares citados com o Brasil.

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